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Mostrando postagens de junho, 2015

Sobre o meu corpo e sobre a minha alimentação

Depois que a minha filha nasceu, eu nunca estive tão insatisfeita com meu corpo. Com os quilos a mais nas "ancas", com a flacidez, com os seios caídos, a face enrugada e cheia de sinais (leia mais sobre a descoberta de ter envelhecido aqui ). Logo que pude, matriculei-me em uma academia, me consultei com um dermatologista, um nutricionista e até com um cirurgião plástico. Nessa fase, a academia significou apenas mais uma atividade na agenda corrida. A consulta com o nutricionista, por sua vez, não mudou minha alimentação, muito menos a minha vida. Quanto ao dermatologista, ele sugeriu a aplicação de botox para atenuar as rugas na testa, que apareceram precocemente em mim. E eu resolvi guardar a ideia da cirurgia plástica para depois dos 30 anos, talvez. Meses depois, soube que havia um nutricionista badalado que fazia uma dieta super individual e respeitava aquilo que você gostava de comer, na medida do possível. Realmente, ele montou uma dieta mais realista, mediu co...

A mulher que estou me tornando

Recentemente, convidei minha irmã, que é mais velha que eu, para ir lá em casa, aproveitando que minha mãe estava lá também. Foi muito agradável a visita dela, a minha filha gosta muito da tia, apesar de pouco a ver. Mas, no final, eu estava me sentindo mal, desconfortável, chateada, triste e não sabia bem o que era... Comecei, então, a refletir sobre o que, afinal, estava me incomodando tanto. E constatei que um antigo sentimento tinha vindo à tona: a de que eu não era uma boa mãe, apesar dos meus esforços diários para sê-la. E por que esse sentimento ressurgiu? Por um conjunto de fatores, que explico a seguir. Eu havia tido, dias antes, uma discussão com a esposa do meu pai e, como sempre, gosto de comentar esse tipo de coisa com as pessoas mais próximas, pois sabia que eu também estava errada. Acho que é meio aquele negócio de confessar os pecados uns aos outros. Após a minha irmã ouvir a história, ela veio então com aquele jeito típico dela de falar como se fosse dar um veredic...

A mulher depois de ser mãe

Tive uma "crise de identidade" no contexto da maternidade (leia-se noites maldormidas e limitação abrupta da minha liberdade) e da separação conjugal (fiquei separada por pouco mais de um ano do meu marido e depois reatamos). Já não sabia mais quem eu era e precisava me reinventar (sobre o assunto, leia o reconfortante texto A arte de se reinventar depois da maternidade) . Refleti dias sobre o que eu tinha feito da minha vida, sobre que tipo de pessoa eu havia me tornado, não apenas profissionalmente.  F oi então que pensei nos meus sonhos e vontades juvenis, agora tão distantes de mim, como se a vida me tivesse escorrido pelas mãos.  Os 30 anos já estavam ali, batendo à porta. Percebi-me repentinamente velha, como se nos últimos anos eu não tivesse acompanhado o nascimento de rugas ou o aparecimento de flacidez. Não me reconhecia no espelho e, aliás, olhar para ele já não me agradava.   Me dei conta de que, nos últimos anos da minha vida, EU ESTAVA VIVENDO UMA...

Por que não vale à pena ser boazinha

Você é boazinha quando dois verbos são muito presentes em sua vida: PERMITIR e ACEITAR. Você permite e aceita coisas demais por medo do abandono.   Você tenta, por exemplo, agradar seu marido em tudo para que ele nunca pense em te trair muito menos te abandonar. Para agradá-lo, decidi inclusive dar-lhe um filho, que apesar de você desejar, preferiria esperar um pouco mais. Essa postura é altamente reforçada pela religião que segue: a evangélica.  Passados alguns anos, ao fazer uma reflexão, você se dá conta de que não viveu o que a vida lhe deu para viver. E você entra em crise ao perceber que você se tornou uma pessoa levando uma vida totalmente diferente daquilo que tinha inicialmente imaginado para si. Você está frustrada, anulada, infeliz pois passou a vida passando por cima de sua própria identidade  para agradar os outros. A primeira grande lição é: ame-se e valorize-se . Quando a gente sabe o nosso valor, apesar das nossas imperfeições, a gente simple...

Aniversário de 2 anos

Notei que eu relaxei bem mais depois que passou o aniversário de 2 anos da minha filha. Eu queria organizar uma festinha em casa e, em vez de ser um passatempo gostoso, para mim, foi um verdadeiro estresse. E essa experiência me ensinou que não vale à pena fazer festinha só com quatro familiares porque dá trabalho do mesmo jeito! Quero que a minha filha tenha festa, mas uma festa com OUTRAS CRIANÇAS. Vou contratar tudo! Quero algo lindo e de bom gosto e não quero me estressar. Eu acho muito legal quando as mães se envolvem dessa maneira. Mas eu não curto tanto assim...! E o mais importante:  não me considero uma mãe pior por ter não ter decorado pessoalmente a festa da minha filha. Mas também não gosto dessas festas que parecem mais um parque de diversões.  

A escola da minha filha

Está aí uma daquelas decisões que precisam ser bem pensadas, com informação, visitas, impressões e troca de experiências com outros pais. Atualmente, minha filha estuda numa escola voltada para a Educação Infantil. Só dá para a gente sentir a escola na prática. Vantagens: - próximo de casa. - pequena, em que quase todo mundo se conhece. - excelente cardápio, saudável, acompanhado por nutricionista. - boa limpeza e organização. - o espaço para comer é convidativo, claro. - mantém hábitos de higiene como lavar as mãos antes e depois das refeições e escovar os dentes após as refeições. - atividades desenvolvidas, como histórias, música, parque de areia, pintura e hora do repouso. - espaço seguro para o desenvolvimento das crianças. - segurança contra estranhos. - exposição de trabalhos desenvolvidos pelos alunos em murais da escola. Desvantagens: - é cara. - o espaço físico é com certeza o ponto mais negativo. As salas são pequenas, então não há espaço para as crianças s...

A experiências das férias

Não vou negar que quando as desejadas férias finalmente chegaram, eu fiquei um pouco desesperada com a situação de ter que lidar praticamente sozinha com a minha filha de quase dois anos. A escolinha havia acabado e a faxineira viajado. E agora José? Os primeiros dias foram terríveis para mim. Eu estava estressada, ansiosa, sem saber como lidar com a birra da minha filha, sem ter uma rotina com ela, sem saber como fazer com o almoço, eu chorei de desespero ao ter uma conversa com meu marido sobre a situação. O tom da conversa dele não foi o de me encorajar a dar conta, não foi o de me apoiar para dar conta comigo... Foi de pagar alguém para me ajudar pois eu não estava dando conta sozinha e que não havia o menor problema por conta disso. Se o problema era dinheiro, estava resolvido. O fato é que saí daquela conversa disposta a mudar meu comportamento com minha filha para que a gente pudesse ter um convivência mais harmoniosa e pacífica dentro de casa, porque eu simplesmente não consegu...

A decisão

Já vou avisando. Esse post é loooongo. E é mais uma organização da minha vida desde que tirei a licença sem remuneração, que, aliás, deu nome ao blog. Quer conhecer mais essa história? Então, tome fôlego! Eu sou responsável por um bocado de coisas aqui em casa. Mas não me considero dona-de-casa. Não passo roupa, não lavo banheiro e, principalmente, não faço comida. Aqui quem gosta de cozinhar é meu marido. Acho que "gerente do lar" é um nome mais apropriado, pois sinto que mais gerencio as demandas da casa do que cuido da casa, apesar de colocar a mão na massa também. Lavo roupas, faço compras no supermercado, levo o carro para lavar, levo e busco a minha filha na escolinha e ordeno o pagamento de todas as despesas familiares. Formei-me em jornalismo, mas nunca nem quis exercer a profissão. Passei muito cedo no serviço público, no entanto, logo me desencantei com as atividades desempenhadas num cargo de nível médio. Dessa frustração, surgiu a ideia de fazer uma faculdad...

Reflexão sobre as mazelas interiores

Nesses dias longe da rotina de trabalho seja como mãe seja como profissional, que são as minhas grandes responsabilidades na vida, eu não consegui viver plenamente, não consegui fazer  aquelas coisas para as quais eu não tenho tempo ordinariamente, como estudar, ir ao cinema, fazer um stand up paddle. Foi então que caiu a minha ficha de que eu não consegui não porque não esteja com o corpo são. Minha mente que não está perfeitamente sã.   Talvez eu tenha algumas questões mal resolvidas que me impeçam de viver plenamente e de verdadeiramente enxergar como dádiva essa vida que Deus me deu. Acho que não é apenas o sentido da vida que eu ainda não experimentei, que seria algo numa dimensão mais espiritual. Talvez seja algo psicológico mesmo, que uma boa terapia possa me ajudar. Por isso, fazer terapia deve continuar sendo prioridade em minha vida. Ao refletir sobre essas coisas (como é desgastante pensar nas nossas mazelas interiores!), comecei a suspeitar de que, na verdade, ...

Por um mundo interior com mais problemas reais

Ultimamente, estou tendo a oportunidade de ter um outro olhar sobre mim... Eu tenho percebido meus defeitos, meus pontos fracos... Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. É bom porque é uma oportunidade de tentar melhorar e é ruim porque eu já sou uma pessoa que não se valoriza muito e tem pouco amor próprio. Então, quando penso nisso, acabo quase que encontrando justificativas para eu não ser tão querida ou tão popular... Bem, eu sou uma pessoa muito sensível. E isso é muito ruim porque sou facilmente abalada por aspectos externos a mim e totalmente fora do meu controle.  Imagine quantas situações que eu chamaria de animosas não acontecem durante o dia? Várias! Só que o tempo que eu gasto pensando nisso e o tanto que coisas tão pequenas deixam-me para baixo acabam me impedindo de viver com inteireza de espírito o aqui e agora.  Faço psicoterapia há bem uns seis meses. Confesso que ela está longe de apaziguar meus ânimos. Ao contrário, ela me faz pensar, pensar e pensar ainda ma...

O jogo de cintura ou a arte do improviso materno

O jogo de cintura está situado, para mim, entre as maiores virtudes de uma mãe. Entendido aqui como a capacidade de pensar e executar rapidamente alternativas criativas quando as coisas não saem do jeito pretendido. A arte do improviso. Essa pessoa consegue rapidamente mudar o foco de que “algo não deu certo ou não está dando certo” em vez de ficar paralisada e desistir ou simplesmente chorar, como eu já fiz muitas vezes... A mãe que tem uma carta na manga costuma se sair melhor nas situações difíceis com que lida diariamente com as crianças, não importando se a criança é assim ou assado. O limite dela, antes de perder as estribeiras, é mais amplo. Então, a tendência é que perca menos a cabeça e esteja mais preparada para lidar com frustrações e mudanças de planos. É claro que essa mulher provavelmente tem jogo de cintura em outros aspectos da vida e, quando se torna mãe, tem mais facilidade em aplicar essa “técnica” para driblar as situações.

E o pai?

Um assunto do qual sinto muito a falta de ser tratado no meio materno é sobre a participação dos pais na criação dos filhos. Gostaria muito de saber a experiência de outras mães quando o assunto é a paternidade. Um pai mais participativo tende a fazer da maternidade algo mais prazeroso e gratificante para a mãe? Qual a influência exerce o tipo de participação paterna na forma de a mãe encarar a maternidade? Enfim, qual a influência que a atitude e a postura do pai tem sobre a experiência da maternidade para a mulher?