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Mostrando postagens de setembro, 2015

O que eu deveria ter feito antes dos 30 e não fiz

- Ter feito terapia e trabalhado boa parte das minhas questões - ter namorado mais e ter conhecido outros homens; - ter viajado mais, inclusive para o exterior; - ter feito uma segunda graduação em Direito; - ter morado sozinha; - ter aprendido a cozinhar. Em vez de fazer terapia, eu fui para a igreja, onde meus medos e minhas culpas aumentaram e muito. Procurando Deus, encontrei uma religião.  Eu não tinha claro o que eu queria em minha vida. Eu tinha medo de tomar decisões importantes. Ou melhor, eu tinha medo de viver. Eu não me aventurei na cozinha e isso é algo que hoje, especialmente por ser mãe, me faz uma falta danada!!! Ter uma alimentação saudável e saborosa é algo que eu quero muito trazer para a minha vida, incorporar ao meu estilo de vida, de modo que possa se refletir nos hábitos alimentares da minha filha.  Como alguém disse, cozinhar é uma forma de amar.   Parece contraditório, mas só consegui ter clareza na vida depois da maternidade e do ...

Reflexões sobre o Natal e desejos para 2015

No Natal de 2014, tive a impressão que a minha família se reuniu por mera obrigação, sem aquele ânimo de celebrar a vida.  Então me dei conta de que os próximos Natais não precisarão ser assim... Ou eu viajo... Ou eu faço a ceia em casa mesmo. Para 2015, torço que a minha filha esteja numa fase em que eu consiga fazer alguma coisa em minha casa... porque nesse Natal, ela estava totalmente na fase dos terrible two . Graças a Deus e ao meu marido, eu não fiquei estressada no dia... porque sabia que o mais importante era manter o espírito de Natal...  Tudo bem que eu poderia ter aproveitado quando ela dormiu, para dar uma agilizada na organização... Acabei aproveitando para dormir e para ter uma conversa com meu marido... Foi bom. Em 2015, terei feito 1 ano de Direito!!! E estarei 1 ano sem trabalhar!!! A minha filha estará com quase 3 anos!!! Muitas águas vão rolar... Estou bastante animada com 2015. E assim não estava em 2014. Em 2014, eu estava triste, triste... E 2014 ...

Decisão acertada

Eu tinha várias coisas em mente quando pensei em tirar a licença sem remuneração e até já escrevi sobre isso aqui no blog . Eu estava de saco cheio do meu ambiente de trabalho, do qual eu não conseguia sair, eu me sentia frustrada com a faculdade de jornalismo, que de nada servira, eu sentia que eu não tinha como mudar a minha história. Eu precisava de tempo para investir em outra coisa e, assim, atuar na minha realidade. Mas logo descobri que eu precisava também e sobretudo de terapia para mudar isso. Duas coisas estavam na minha cabeça há anos: estudar para um concurso melhor de qualquer área de formação ou fazer faculdade de Direito. Eu sempre fiquei dividida entre as duas coisas. Se eu já trabalhasse em algo que pagasse bem, eu ainda faria faculdade? Ou eu teria meu segundo filho? Mas eu me realizaria profissionalmente? Ou só busco qualidade de vida? O que eu estava procurando, afinal? Aliar dinheiro, realização profissional e qualidade de vida, se possível. Pelo meu perfil, te...

Psicologia Jurídica: quem sabe, faz direito

Lembram que eu havia dito que minhas aulas de Psicologia Jurídica rendem um post à parte ? Pois então, aqui estamos. Nessa aula, coisas são ditas sem muita certeza, muitos achismos são misturados a alguns conceitos científicos, reflexões do senso comum são realizadas. Não é à toa que os alunos mais extrovertidos não cansam de participar ou interferir, como queiram, com argumentos que jogam por terra o que a professora acabou de dizer. De achismos, o mundo e a internet estão cheios. E não era bem isso o que eu esperava de uma faculdade. Mesmo sabendo das limitações da disciplina, que está interessada em oferecer noções de psicologia aos alunos do Direito, falta desenvolver de maneira mais sólida e robusta alguns conceitos e teorias. Um dos textos que a professora passou para ler foi, para a mim, a gota d'água. Sem mencionar alguns erros de português e a falta de um mínimo rigor técnico, o texto tomava afirmações sem qualquer base científica como premissas para confirmar sua tese...

A estudante que quero ser ou os 8 passos para estudar de maneira efetiva

Sabe, eu não estou mais a fim de me iludir, fingir que estou aprendendo, acreditar que o professor está ensinando. Não estou mais interessada em fazer um decoreba de slides meia-boca só para tirar 10 numa prova. Porque, no final, isso só me conduzirá ao seguinte: eu não passarei de uma aluna que tira 10 numa provinha qualquer (se pelo menos fosse prova de concurso).  Eu quero aprender e, sobretudo, aprender a pensar porque só assim terei condições de refletir sobre a realidade e eventualmente transformá-la. Pelo menos, terei uma opinião própria a respeito de algo, o que, embora não me acrescente necessariamente dinheiro, certamente agrega sentido a minha vida.  Algumas coisas que eu pretendo aplicar em minha vida sobre a arte de estudar: 1. Não acumule conteúdo Essa é a regra número 1. Não deixe para a última hora o estudo de uma quantidade enorme de conteúdos. Isso é pouco produtivo, desgastante e, por vezes, desesperador. Já dizia o saudoso professor Pier: aul...

Minhas aulas, elogios e críticas

Uau! Nas próximas duas semanas, tenho cinco provas e tenho que entregar dois trabalhos. Por que, então, eu estou aqui escrevendo no blog no horário em que era para eu estar fazendo meu trabalho de Direito Penal, mais precisamente escrever sobre as Escolas Penais? Eu não estou conseguindo manter o foco, a atenção, a produtividade porque preciso, antes, elaborar algumas questões relacionadas à faculdade. Sim. Escrever me ajuda a elaborar isso. Vejamos. Neste semestre, estou gostando de duas disciplinas: Direito Civil 1 e Teoria Geral do Estado. Eu tenho vontade de ir para a aula, de chegar no horário. Eu sinto que aprendo. Não sinto que estou perdendo meu tempo. Considero bons os professores, tanto em termos de conteúdo como de didática. As minhas anotações no caderno rendem bons resumos no computador, as leituras em livros e em textos realmente reforçam e complementam o que foi dito na aula, eles não usam slides de apresentações, eles contam histórias que nos envolvem nos temas e conc...

Quero mudar

O artigo de inauguração deste blog falava sobre como a maternidade representou para mim um daqueles momentos da vida em que temos a chance de reconhecer nossas faltas e mudarmos. Isso não é fácil, não é rápido, é um exercício diário, um processo que nunca tem fim. Sempre tive muita dificuldade em ouvir críticas, mesmo as construtivas. Eu procurava me defender, racionalizar, argumentar, me justificar. Pior: eu criticava os outros para não ter de admitir as minhas próprias faltas. Tudo para não ter de olhar para dentro de mim e perceber a realidade nua e crua. Não por me achar perfeita. Ao contrário. Minha autoestima foi sempre tão baixa que eu não tinha fôlego para reconhecer falhas em mim. Era doloroso demais. Por isso, eu era, sou perfeccionista: tento não errar para não ser criticada, para ser aceita, para ser amada. E como não quero falhar, também tenho medo de tentar, de ousar, de fracassar. Só conseguimos receber positivamente uma crítica  se tivermos a CORAGEM e a OUSA...