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Mostrando postagens de maio, 2015

O rótulo do bebê bonzinho

Não. Minha filha não foi enquadrada entre os bebês bonzinhos. Aqueles que ficam quietinhos, se entretendo com algum brinquedinho novo, enquanto a mãe almoça ou toma banho. Sabe... muitas mães de bebês bonzinhos se gabam por seus filhos serem assim... como se isso fosse um atestado de que são boas mães. Minha filha sempre foi muito inquieta... daqueles bebês que choraram muito... um choro alto, forte e por tudo. Desde que completou 1 mês de vida. E eu não sabia o que fazer para parar com aquele choro... Só colocava ela no colo e a embalava, às vezes por 1, 2 até 3 horas, muitas vezes com a ajuda de um sling ou ergobaby. Para acordar dali a meia hora por qualquer barulhinho. Eu ficava um bagaço.... Esse choro não me deixava raciocinar e me deixava extremamente irritada... Uns dizem que é porque o bebê sente o ambiente em que está... Outros dizem que o estado da mãe durante a gestação influencia. Bem, o que não falta é palpite e, para ser bem franca, tanto faz, porque no fim das conta...

Essa tal felicidade...

Li  o livro "Quando tudo não é o bastante", de Harold Kushner,  com a avidez de quem pensou que, no final da leitura, iria encontrar uma resposta para o sentido da vida.  Porém, o livro não apresenta fórmulas nem receitas de como exatamente conseguimos isso.  Kushner, na verdade, leva-nos primeiramente a questionar sobre os caminhos que a sociedade costuma apresentar para a felicidade ao  desmontar a construção daquilo que comumente é apontado como necessário para ser feliz: o poder/sucesso, o conhecimento, o prazer e a obediência cega a regras de comportamento. Tendo como referência o livro de Eclesiastes, Harold Kushner leva-nos à reflexão de que nenhuma dessas coisas levam-nos de fato aonde todos queremos chegar: à felicidade, ao sentimento de paz interior e contentamento.  Kushner também tece reflexões sobre algumas questões que poderiam dificultar a sociedade moderna a ser feliz: o hábito de não enfrentar a dor, a constante culpa e medos incent...

A terceirização da educação e o papel dos pais na educação dos filhos

Não tenho nem nunca tive babá nem secretaria que trabalha todos os dias em casa e faz almoço. Depois de muitas variáveis, atualmente tenho uma diarista que limpa e faz almoço aos sábados e outra diarista que limpa e passa a roupa às terças-ferias.  Optei pela escola integral (será que tive escolha?), onde a minha filha fica de 8h às 17h30.  "Tadinha, passa o dia na creche", já ouvi muitas mulheres me dizerem. Não sinto culpa, como antes já senti, pelo fato de minha filha passar o dia na escolinha.  Confio na qualidade da escola que eu escolhi e sei que ela está fazendo muitas atividades interessantes e das quais gosta e que nem eu nem uma babá daria conta. Outro ponto positivo é a socialização com outras crianças, aspecto que faz uma enorme diferença para ela, especialmente após completar os dois anos. Finalmente, ressalto a alimentação, que é muito mais saudável e variada do que seria se almoçássemos em casa. E, enquanto minha filha está lá, eu estou batalhando po...

A criação com apego na perspectiva dos pais

O que encontramos na maioria dos blogs e textos é como educar a criança e muita pouca orientação para os pais se fortalecerem emocionalmente, buscarem saúde psicológica e, assim, reunirem condições para cumprir adequadamente o papel de pais.  Acredito que a aplicação dos princípios da criação com apego não é para qualquer um. É preciso ter uma base emocional minimamente fortalecida para lidar com essas situações sem perder as estribeiras. Embora muitos pais concordem, acreditem e desejem criar seus filhos dessa maneira adequada, acredito que muitos deles (e esse é o meu caso) têm dificuldades de ordem psicológica/emocional para colocar em prática essas coisas.   Ou seja, ter força de vontade pode não ser suficiente.  Muitos pais podem não ter tido uma boa base construída ao longo de sua história de vida. Como poderão, então, construir algo que não tiveram? É preciso trabalhar os pais, individualmente, para que estes tenham depois condições de chegarem aos filhos...

O impacto da maternidade

Imagino que, para algumas mães ou mesmo para a maioria delas, o efeito da maternidade na vida tenha ressaltado suas qualidades, pontos fortes e virtudes a ponto de se sentirem seres humanos melhores e de terem a certeza de que nasceram para serem mães. Tanto é que para medirmos a sensibilidade de uma mulher perguntamos se ela é mãe porque imaginamos que a experiência materna a tenha feito uma mulher mais sensível e humana. Quanto a mim, não me sinto uma pessoa exatamente melhor por ser mãe. Sinto-me diferente. Nos enfrentamentos e lidas diárias, a maternidade trouxe à tona meus defeitos, fragilidades e inseguranças, que simplesmente estavam encobertos e esquecidos, não superados. Senti muito medo de não dar conta do recado.  Às vezes me questionava se realmente teria "nascido para ser mãe". A maternidade também me colocou frente a frente com a minha história de vida, como a falta de um modelo materno em quem me inspirar. Em certa discussão que participei sobre o amor de ...