A terceirização da educação e o papel dos pais na educação dos filhos
Não tenho nem nunca tive babá nem secretaria que trabalha todos os dias em casa e faz almoço. Depois de muitas variáveis, atualmente tenho uma diarista que limpa e faz almoço aos sábados e outra diarista que limpa e passa a roupa às terças-ferias. Optei pela escola integral (será que tive escolha?), onde a minha filha fica de 8h às 17h30.
"Tadinha, passa o dia na creche", já ouvi muitas mulheres me dizerem. Não sinto culpa, como antes já senti, pelo fato de minha filha passar o dia na escolinha. Confio na qualidade da escola que eu escolhi e sei que ela está fazendo muitas atividades interessantes e das quais gosta e que nem eu nem uma babá daria conta. Outro ponto positivo é a socialização com outras crianças, aspecto que faz uma enorme diferença para ela, especialmente após completar os dois anos. Finalmente, ressalto a alimentação, que é muito mais saudável e variada do que seria se almoçássemos em casa. E, enquanto minha filha está lá, eu estou batalhando por uma vida melhor para nós, além de ter tempo para fazer algumas coisas relacionadas ao meu bem-estar, como praticar exercícios físicos e fazer as unhas.
Quando a minha filha não está na creche, sou eu que cuido dela integralmente. É claro que não me sinto valorizada pela sociedade por trocar a fralda da minha filha, dar-lhe banho, colocá-la para dormir, passear no parquinho ou levá-la à piscina... É claro que me sinto cansada e estressada às vezes, principalmente se o pai não ajuda ou está ausente, trabalhando. Um pai participativo não é necessariamente um pai que passe muitas horas em casa, mas que priorize a família e que, quando está em casa, saiba dar uma atenção de qualidade à criança e ajude a mãe.
Outra alternativa sem ser escola integral é contar com a ajuda de babás. Não sou contra babás até porque reconheço que essa ajuda paga pode realmente fazer a diferença nos primeiros dois anos de vida da criança, especialmente se a mãe não tiver familiares nem um marido participativo para ajudar. A babá fica com a criança enquanto a mãe faz as unhas, vai ao supermercado, dorme um pouco por ter passado a noite em claro, toma um banho mais demorado, vai a algum evento social em que a presença da criança não é bem-vinda e ajuda a mãe nessa atividade "braçal" de trocar fralda, levar para fazer xixi, dar banho, dar almoço, colocar para dormir, entre outros. Então a mãe fica mais descansada e não precisa acionar o pai para ajudá-la nisso, o que deixa o marido mais descansado também.
Eu faço questão de participar ativamente na vida da minha filha. Considero o afeto e a educação daqueles dos mais significativos legados que deixamos aos nossos filhos. Considero que, para deixar esse legado, é necessário uma combinação de qualidade e quantidade de tempo. Porém, creio que existe uma linha tênue entre contar com a ajuda da babá para tornar a vida menos sobrecarregada e terceirizar a educação do seu filho. Cabe aos pais definir esse limiar.
Mãe de uma menina de dois anos e quatro meses. Tenta equilibrar as responsabilidades da vida sem delegar a educação de sua filha a ninguém nem à escola. Porque não tinha experiência prévia alguma com bebês, quis ela mesma colocar a mão na massa e aprender a cuidar de um bebê. Foi difícil, especialmente porque não tinha familiares para ajudar.
"Tadinha, passa o dia na creche", já ouvi muitas mulheres me dizerem. Não sinto culpa, como antes já senti, pelo fato de minha filha passar o dia na escolinha. Confio na qualidade da escola que eu escolhi e sei que ela está fazendo muitas atividades interessantes e das quais gosta e que nem eu nem uma babá daria conta. Outro ponto positivo é a socialização com outras crianças, aspecto que faz uma enorme diferença para ela, especialmente após completar os dois anos. Finalmente, ressalto a alimentação, que é muito mais saudável e variada do que seria se almoçássemos em casa. E, enquanto minha filha está lá, eu estou batalhando por uma vida melhor para nós, além de ter tempo para fazer algumas coisas relacionadas ao meu bem-estar, como praticar exercícios físicos e fazer as unhas.
Quando a minha filha não está na creche, sou eu que cuido dela integralmente. É claro que não me sinto valorizada pela sociedade por trocar a fralda da minha filha, dar-lhe banho, colocá-la para dormir, passear no parquinho ou levá-la à piscina... É claro que me sinto cansada e estressada às vezes, principalmente se o pai não ajuda ou está ausente, trabalhando. Um pai participativo não é necessariamente um pai que passe muitas horas em casa, mas que priorize a família e que, quando está em casa, saiba dar uma atenção de qualidade à criança e ajude a mãe.
Outra alternativa sem ser escola integral é contar com a ajuda de babás. Não sou contra babás até porque reconheço que essa ajuda paga pode realmente fazer a diferença nos primeiros dois anos de vida da criança, especialmente se a mãe não tiver familiares nem um marido participativo para ajudar. A babá fica com a criança enquanto a mãe faz as unhas, vai ao supermercado, dorme um pouco por ter passado a noite em claro, toma um banho mais demorado, vai a algum evento social em que a presença da criança não é bem-vinda e ajuda a mãe nessa atividade "braçal" de trocar fralda, levar para fazer xixi, dar banho, dar almoço, colocar para dormir, entre outros. Então a mãe fica mais descansada e não precisa acionar o pai para ajudá-la nisso, o que deixa o marido mais descansado também.
Eu faço questão de participar ativamente na vida da minha filha. Considero o afeto e a educação daqueles dos mais significativos legados que deixamos aos nossos filhos. Considero que, para deixar esse legado, é necessário uma combinação de qualidade e quantidade de tempo. Porém, creio que existe uma linha tênue entre contar com a ajuda da babá para tornar a vida menos sobrecarregada e terceirizar a educação do seu filho. Cabe aos pais definir esse limiar.
Mãe de uma menina de dois anos e quatro meses. Tenta equilibrar as responsabilidades da vida sem delegar a educação de sua filha a ninguém nem à escola. Porque não tinha experiência prévia alguma com bebês, quis ela mesma colocar a mão na massa e aprender a cuidar de um bebê. Foi difícil, especialmente porque não tinha familiares para ajudar.
Comentários
Postar um comentário