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Mostrando postagens de julho, 2016

De repente mulher

* texto escrito originalmente em 21 de junho de 2014 De repente, me dei conta de que já não sou mais menina. A maternidade tornou imperativa a mudança. A responsabilidade não deixou lugar para a menina, que, pouco a pouco, dia a dia, transformou-se numa mulher. Uma mulher corajosa o suficiente para olhar para o espelho e perceber que as rugas aumentaram, as gordurinhas também, a barriga já não é a mesma... Por outro lado, agora estou aprendendo a usar maquiagem, a comprar cremes para tratar da pele, a levar a sério a academia e a alimentação. Estou me tornando uma mulher senhora do meu destino.

Paixão da infância

* texto escrito originalmente em 27 de junho de 2014 Seus olhos nos meus olhos Dizendo que você me quer e eu dizendo que lhe quero Suas mãos procurando as minhas e as minhas sempre ao encontro das suas Você não precisa dizer nada para eu saber que você me acha bonita Para eu saber que mexo com você Para eu saber que você me deseja Pode se gabar. Você foi o responsável por fazer com que meu coração batesse tão forte e tão alto que temi que você pudesse ouvi-lo Era você se aproximando de mim Seus lábios se aproximando dos meus Que beijo gostoso Com você não havia fórmulas ou passo-a-passo Acontecia tudo espontaneamente E eu não me arrependia de nada Eu me entregava a você Eu queria você Eu desejava você Era uma paixão da qual eu não conseguia fugir, embora quisesse por vezes ser mais forte que ela A paixão era tanta que, assim que podíamos, depois de suportar às vezes um dia inteiro fingindo indiferença um para o outro para não dar na vista, nossos lábios corriam desesperadamente um ao...

Não quero mais essa vida de merda

* texto escrito originalmente em 29 de junho de 2014 Estava lendo sobre esse último jogo do Brasil com o Chile. Sobre o preparo psicológico dos jogadores para lidar com a pressão de brigar pelo Hexa em casa com a falta de apoio de uma torcida, que, ainda por cima, vaia o hino do adversário. O choro, antes mesmo do jogo terminar, revela a tensão que estava no ar. No último um ano e meio, tiveram algumas vezes em que simplesmente eu achei que não fosse dar conta, não fosse conseguir lidar com tanta pressão, pressão por todos os lados. E eu desabei. E chorei. Pressão de ter que criar uma filha sozinha. Isso significa não ter com quem dividir a responsabilidade e o peso de ter um filho: as noites mal dormidas, o choro às vezes incessante, as birras, as mal criações, sem contar naqueles dias em que você simplesmente está exausto e sem paciência para lidar com uma criança.  Tô cansada, exausta. Amanhã faço 28 anos. Com a graça de Deus. EU NÃO QUERO MAIS VIVER ESSA VIDINHA DE MERDA Q...

Ser mãe me ajudou a sair do cárcere emocional

O nascimento da minha filha me deu um norte incrível. O mundo podia estar se acabando, com tantos outros problemas diários... mas ela continua sendo minha filhinha. Ela está ali do lado, dormindo. Eu tenho alguém que depende de mim, alguém que precisa dos meus cuidados, da minha atenção, do meu amparo, proteção.  E isso é muito bom. SIGNIFICAR alguma coisa para alguém. SER IMPORTANTE para alguém. AMAR alguém. Depois que fui mãe, fiquei mais estável, mais tranquila, mais focada... estou aprendendo a VIVER, vencer meus medos, traumas, barreiras....  Está sendo gostoso, uma descoberta. Não acordo como se tivesse um caminhão nas costas. E, nos momentos difíceis, a sós, não há porque temer: estou aprendendo a enfrentá-los. É preciso. Ao mesmo tempo em que eu passei a saber o que fazer da vida, a ter um direcionamento e a sentir menos angústia por estar só, de modo que eu não tinha como ficar perdida, acomodada ou passiva, dei-me conta de que ser mãe sozinha dava um trabalho m...

Autoconhecimento é ter consciência

Tenho deixado  transformar-me a partir da maternidade , conclusão há que havia chegado há pouco mais de um ano. Foi ela que foi o grande estopim para meu autoconhecimento, um processo que vem durando desde o nascimento da minha filha até hoje, por volta de três anos e meio. E, sinceramente, para mim, a parte difícil ou desafiadora da maternidade é justamente essa: olhar-me no espelho. O autoconhecimento tem muito a ver com TOMAR CONSCIÊNCIA de nossas ações, de nossos comportamentos, reações, emoções, sentimentos e pensamentos e de, continuamente, nos confrontarmos e nos perguntarmos porquê estamos sentido isso ou aquilo, seja algo positivo ou negativo. É tirar do inconsciente e trazer ao consciente.  A partir dessas reflexões, criamos condições para deixar o modo automático de nossa vida (quando somos vítimas do destino, reativos, passivos) e para começar a operar algumas mudanças em nós, pelo treinamento contínuo, quando nos tornamos protagonistas de nossas vidas, pr...

Avanços

Muita coisa mudou do início do ano para cá. Para começar, o meu relacionamento com a minha filha melhorou bastante e isso se deve, sobretudo, a mudanças em mim. Ainda piso na bola, falho, mas tenho percebido mais meu comportamento e tenho estado mais atenta a minha filha, olhando-a mais, com uma postura mais madura e materna, e tenho tido respostas positivas dela. Outro motivo dessa melhoria com certeza é minha mudança de postura com meu pai e a esposa dele, o que me fez um bem enorme. A esposa dele não desempenhava o papel de avó e queria assumir sempre o papel de mãe. Só que eu era a mãe chata, que dava limites e dizia "nãos" e ela era a mãe boa , que mimava e não dava limites. Então, criava-se um clima de tensão muito grande quando eu me encontrava com eles. A esposa do meu pai, na verdade, consciente ou inconscientemente, aproveitou-se da minha insegurança como mãe, da minha fragilidade emocional logo após a minha separação conjugal (depois de um ano nós reatamos), do...