Ser mãe me ajudou a sair do cárcere emocional
O nascimento da minha filha me deu um norte incrível. O mundo podia estar se acabando, com tantos outros problemas diários... mas ela continua sendo minha filhinha. Ela está ali do lado, dormindo. Eu tenho alguém que depende de mim, alguém que precisa dos meus cuidados, da minha atenção, do meu amparo, proteção. E isso é muito bom. SIGNIFICAR alguma coisa para alguém. SER IMPORTANTE para alguém. AMAR alguém.
Depois que fui mãe, fiquei mais estável, mais tranquila, mais focada... estou aprendendo a VIVER, vencer meus medos, traumas, barreiras.... Está sendo gostoso, uma descoberta. Não acordo como se tivesse um caminhão nas costas. E, nos momentos difíceis, a sós, não há porque temer: estou aprendendo a enfrentá-los. É preciso.
Depois que fui mãe, fiquei mais estável, mais tranquila, mais focada... estou aprendendo a VIVER, vencer meus medos, traumas, barreiras.... Está sendo gostoso, uma descoberta. Não acordo como se tivesse um caminhão nas costas. E, nos momentos difíceis, a sós, não há porque temer: estou aprendendo a enfrentá-los. É preciso.
Ao mesmo tempo em que eu passei a saber o que fazer da vida, a ter um direcionamento e a sentir menos angústia por estar só, de modo que eu não tinha como ficar perdida, acomodada ou passiva, dei-me conta de que ser mãe sozinha dava um trabalho muito grande com o correspondente cansaço, e de que o TEMPO para mim mesma praticamente inexistia. Por isso, eu ansiava pelos momentos da soneca e da hora de dormir para eu conseguir "respirar"... Com a maternidade, precisei fazer renúncias, como deixar de dormir noites inteiras de sono, sair a hora que queria, de ter essa liberdade toda, que é maravilhosa, mas que eu não sabia que era tão boa...
Eu comecei a "respirar" mesmo justamente quando tirei a licença sem remuneração. A gente quer deixar o nosso filho com alguém em quem confiamos plenamente. No meu caso, contava com a escola. Mas enquanto ela estava na escola, eu estava no trabalho. E me cuidar? Fazer as unhas? Arrumar o cabelo? Ir no médico? Fazer uma caminhada? Estudar? E eu estava precisando me mimar, aumentar minha autoestima, só que o tempo que eu tinha era para a minha filha... E isso se tornou uma luta interna dentro de mim. Por isso, não consegui curtir tanto a maternidade no início, ao contrário, ficava lutando contra ela.
Eu comecei a "respirar" mesmo justamente quando tirei a licença sem remuneração. A gente quer deixar o nosso filho com alguém em quem confiamos plenamente. No meu caso, contava com a escola. Mas enquanto ela estava na escola, eu estava no trabalho. E me cuidar? Fazer as unhas? Arrumar o cabelo? Ir no médico? Fazer uma caminhada? Estudar? E eu estava precisando me mimar, aumentar minha autoestima, só que o tempo que eu tinha era para a minha filha... E isso se tornou uma luta interna dentro de mim. Por isso, não consegui curtir tanto a maternidade no início, ao contrário, ficava lutando contra ela.
Tenho percebido que quanto mais minha filha cresce, ganha autonomia, depende menos de mim e, consequentemente, mais eu tenho liberdade de fazer certas coisas... Ou seja, eu vou retomando um curso da vida mais regular, mais normal. E, ao mesmo tempo, vou sentindo uma leve saudade daquelas fases que já passaram, que carregam consigo, sempre, algo bom que não volta jamais. Quando a criança não tem consciência de nada, de certo e errado, só quer mamar, não faz birra, não questiona você... o que pode ser mais fácil? Só fica difícil para mães de primeira viagem inseguras, como eu fui.
Comentários
Postar um comentário