Não quero mais essa vida de merda

* texto escrito originalmente em 29 de junho de 2014

Estava lendo sobre esse último jogo do Brasil com o Chile. Sobre o preparo psicológico dos jogadores para lidar com a pressão de brigar pelo Hexa em casa com a falta de apoio de uma torcida, que, ainda por cima, vaia o hino do adversário. O choro, antes mesmo do jogo terminar, revela a tensão que estava no ar.

No último um ano e meio, tiveram algumas vezes em que simplesmente eu achei que não fosse dar conta, não fosse conseguir lidar com tanta pressão, pressão por todos os lados. E eu desabei. E chorei.


Pressão de ter que criar uma filha sozinha. Isso significa não ter com quem dividir a responsabilidade e o peso de ter um filho: as noites mal dormidas, o choro às vezes incessante, as birras, as mal criações, sem contar naqueles dias em que você simplesmente está exausto e sem paciência para lidar com uma criança. 


Tô cansada, exausta. Amanhã faço 28 anos. Com a graça de Deus. EU NÃO QUERO MAIS VIVER ESSA VIDINHA DE MERDA QUE EU ESTAVA VIVENDO. QUERO VIVER DE VERDADE. VIVER UMA VIDA DE MERDA É VIVER UMA VIDA DE FECHADA, CHEIA DE APARÊNCIA E VAZIA DE SIGNIFICADO. VIVER UMA VIDA DE MERDA É VIVER PARA AGRADAR OS OUTROS, VIVER PORQUE PENSAM ISSO OU AQUILO DE VOCÊ. É NUNCA IR ATRÁS DOS SEUS SONHOS.

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