O impacto da maternidade
Imagino que, para algumas mães ou mesmo para a maioria delas, o efeito da maternidade na vida tenha ressaltado suas qualidades, pontos fortes e virtudes a ponto de se sentirem seres humanos melhores e de terem a certeza de que nasceram para serem mães. Tanto é que para medirmos a sensibilidade de uma mulher perguntamos se ela é mãe porque imaginamos que a experiência materna a tenha feito uma mulher mais sensível e humana.
Quanto a mim, não me sinto uma pessoa exatamente melhor por ser mãe. Sinto-me diferente. Nos enfrentamentos e lidas diárias, a maternidade trouxe à tona meus defeitos, fragilidades e inseguranças, que simplesmente estavam encobertos e esquecidos, não superados. Senti muito medo de não dar conta do recado. Às vezes me questionava se realmente teria "nascido para ser mãe".
A maternidade também me colocou frente a frente com a minha história de vida, como a falta de um modelo materno em quem me inspirar. Em certa discussão que participei sobre o amor de mãe e o amor de pai, eu defendia apaixonadamente a ideia de que o amor de pai poderia ser tão grande como o de mãe, contra todos os demais interlocutores. Ao que uma colega, sem papas na língua, respondeu: “você diz isso porque foi criada pelo seu pai!”. Enrubesci. Longe de julgar minha mãe, ela teve, por sua vez, uma referência ainda pior ... E isso, como se vê, é um círculo vicioso. Não duvido que minha mãe me ame, do jeito dela. Mas me assombra a ideia de ser como ela foi, de fugir como ela fugiu, de não assumir, de não enfrentar.
Na maternidade, diria que temos que lidar menos com os problemas do nosso filho e mais com as nossas dificuldades em lidar com esses problemas. E essa não é a parte ruim. Diria que essa é a parte difícil, desafiadora e com potencial transformador.
Você se deixou impactar pela maternidade? De forma positiva ou de forma negativa? Eu sinceramente acredito que não haja um impacto neutro aqui. Somente quando escolhemos o enfrentamento das nossas questões à fuga, a maternidade pode nos fazer crescer como seres humanos, como mulheres, como mães. Isso não é fácil. Dói a gente se ver diante de um espelho (se autoconhecer) e pensar... “Eu sou isso mesmo?”
Quanto a mim, não me sinto uma pessoa exatamente melhor por ser mãe. Sinto-me diferente. Nos enfrentamentos e lidas diárias, a maternidade trouxe à tona meus defeitos, fragilidades e inseguranças, que simplesmente estavam encobertos e esquecidos, não superados. Senti muito medo de não dar conta do recado. Às vezes me questionava se realmente teria "nascido para ser mãe".
A maternidade também me colocou frente a frente com a minha história de vida, como a falta de um modelo materno em quem me inspirar. Em certa discussão que participei sobre o amor de mãe e o amor de pai, eu defendia apaixonadamente a ideia de que o amor de pai poderia ser tão grande como o de mãe, contra todos os demais interlocutores. Ao que uma colega, sem papas na língua, respondeu: “você diz isso porque foi criada pelo seu pai!”. Enrubesci. Longe de julgar minha mãe, ela teve, por sua vez, uma referência ainda pior ... E isso, como se vê, é um círculo vicioso. Não duvido que minha mãe me ame, do jeito dela. Mas me assombra a ideia de ser como ela foi, de fugir como ela fugiu, de não assumir, de não enfrentar.
Na maternidade, diria que temos que lidar menos com os problemas do nosso filho e mais com as nossas dificuldades em lidar com esses problemas. E essa não é a parte ruim. Diria que essa é a parte difícil, desafiadora e com potencial transformador.
Você se deixou impactar pela maternidade? De forma positiva ou de forma negativa? Eu sinceramente acredito que não haja um impacto neutro aqui. Somente quando escolhemos o enfrentamento das nossas questões à fuga, a maternidade pode nos fazer crescer como seres humanos, como mulheres, como mães. Isso não é fácil. Dói a gente se ver diante de um espelho (se autoconhecer) e pensar... “Eu sou isso mesmo?”
Apenas uma pessoa que se conhece verdadeiramente pode ser transformada. A maternidade e a vida de um modo geral vai se tornando mais consciente, menos reprodução daquilo que seu pai, sua mãe, a sociedade acha que deve ser, para aquilo que você acredita que deve ser. E a autoestima, a autoconfiança, o autorespeito e o amor próprio vão ganhando espaço e abrindo caminho para um círculo virtuoso na maternidade e na vida. Uma terapia bem acompanhada pode ajudar muito nesse processo de autoconhecimento.
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