A criação com apego na perspectiva dos pais

O que encontramos na maioria dos blogs e textos é como educar a criança e muita pouca orientação para os pais se fortalecerem emocionalmente, buscarem saúde psicológica e, assim, reunirem condições para cumprir adequadamente o papel de pais. 

Acredito que a aplicação dos princípios da criação com apego não é para qualquer um. É preciso ter uma base emocional minimamente fortalecida para lidar com essas situações sem perder as estribeiras. Embora muitos pais concordem, acreditem e desejem criar seus filhos dessa maneira adequada, acredito que muitos deles (e esse é o meu caso) têm dificuldades de ordem psicológica/emocional para colocar em prática essas coisas. Ou seja, ter força de vontade pode não ser suficiente. 

Muitos pais podem não ter tido uma boa base construída ao longo de sua história de vida. Como poderão, então, construir algo que não tiveram? É preciso trabalhar os pais, individualmente, para que estes tenham depois condições de chegarem aos filhos. Nesse sentido, os pais devem procurar apoio muitas vezes terapêutico para reunir condições psicológicas de encarar certos conflitos com as crianças. Do contrário, esses pais vão repetir, ainda que inconscientemente, o padrão de criação que tiveram, como num círculo vicioso. Nesse sentido, deslocar a perspectiva dos filhos para os pais pode ser salutar.

Mãe de uma menina de dois anos e quatro meses. Está trabalhando esses aspectos emocionais para quebrar o círculo vicioso e dar o melhor que pode a sua filha.

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