Priorizar faculdade ou concurso?
Quando entrei na faculdade, minha intenção era me focar na graduação para formar uma sólida base de conhecimentos. Assim - eu pensava - não correria o risco de fazer uma faculdade mal feita nem um estudo para concurso ineficiente. E eu sabia que eu aprendia melhor sob baixa pressão.
Pois bem... Concluí os dois primeiros anos do curso, quatro semestres, e já passei por disciplinas como Direito Civil, Penal, Constitucional, Processo Civil e Processo Penal. Como já havia escrito anteriormente, eu estudei a minha vida inteira da forma errada e comecei a estudar de uma maneira mais eficiente somente a partir do 4º semestre.
Na faculdade, eu não estava bitolada em tirar 10 nas provas e nem estava acompanhando isso, mas esse último semestre resolvi dar uma olhada no meu histórico acadêmico e descobri que o último semestre foi o que me saí melhor e, pasmem, com o menor esforço. Eu me dediquei e me foquei mais diariamente, com estudos mais produtivos e focados, mas, na hora das provas, não bateu aquele desespero costumeiro que costumava me pressionar. 20% de esforço e 80% de resultado. Além disso, comecei a fazer mapas mentais, o que têm me permitido revisar e consolidar o conteúdo de forma que, ao avançar nos próximos semestres, eu não esqueça o que já aprendi.
Algo que percebi é que se restringir ao que a faculdade oferece é muito limitante e está muito aquém do que nós precisamos para passar em concurso. Os professores não dão toda a matéria, às vezes a explicam de maneira desinteressante ou, pior, desatualizada ou equivocada. Já me deparei com todas essas situações na faculdade.
Também demorei a perceber que é preciso ter AUTONOMIA também nos estudos. Não precisamos depender da indicação de livros do professor ou esperar ele dar o conteúdo em sala para só então começar a estudar. Isso é um erro, nós perdemos tempo. O ideal é usar as aulas para revisar, reforçar ou esclarecer pontos já estudados. Isso sim é um estudo de qualidade e produtivo. Para isso, sinceramente, é melhor ignorar que 90% dos alunos são desinteressados e passam a maior parte do tempo conversando ou no celular. Tente mudar o foco e não desperdiçar sua energia pessoal com essa infelicidade.
Também passei a utilizar recentemente uma fonte de estudo que faz toda a diferença para aprender o Direito na vida real e, ao mesmo tempo, estar atualizado com a jurisprudência do STF e STJ. Trata-se do site Dizer o Direito, escrito pelo juiz federal Márcio André Lopes Cavalcante. Dos informativos desses dois Tribunais, ele seleciona aqueles mais relevantes para concursos públicos e explica, em linguagem mais acessível, porém técnica, o que cada um quer dizer, numa abordagem que poderá a vir ser cobrada em concursos. No final dos Informativos esquematizados, sem ser os resumidos, ele passa questões objetivas do que foi tratado para aplicar o conhecimento adquirido. Vale muito à pena e acho que o melhor nome para o site deveria ser Viver o Direito.
Se eu fosse seguir o conselho de vários professores da faculdade, estaria anos-luz defasada. Vários nos pediram para assinar o serviço de push do STF e STJ. E eu ficava lá tentando interpretar aquela maçaroca chata de informações misturadas, com conceitos e institutos jurídicos desconhecidos. Quanto desperdício de tempo se há um material muito melhor sendo produzido!!! Desse modo, estou, de uma vez por todas, quebrando qualquer mito acerca da superioridade do professor. Evidente que há exceções, mas tenho usado mais meu filtro para separar o joio do trigo.
O tipo de informação do site Dizer o Direito é mais útil do que a maioria das coisas que ouço em sala de aula, que parece um monte de conteúdo ultrapassado e sem vínculo nenhum com a realidade. Mesmo que um professor advogado vincule o conteúdo a uma causa na qual trabalhou, isso não necessariamente nos ensina algo.
Tive um professor que, apesar de trazer muitos casos do seu escritório, não sabia nada do que o STF e o STJ estavam julgando a respeito das matérias. Quando eu o abordei sobre isso, ele se limitou a dizer que "os alunos não conseguiriam acompanhar". Bem, a vida fora da faculdade exige isso. E os professores ajudariam bastante se parassem de passar a mão na cabeça dos alunos. Mas eu entendo que a maioria dos professores só quer ser carismático, querido e ter garantido o "seu" no fim do mês.
Isso me fez lembrar uma frase de outro professor já proferida pelos menos umas três vezes em sala de aula: "A marcha anda na velocidade do soldado mais lento". O que ele estava querendo dizer com isso? Que o ritmo da aula, em termos de profundidade e velocidade, era dado conforme a capacidade do pior aluno. Bem, as coisas não precisam ser assim. E acredito que esse modo de ver as coisas prejudicava não somente os alunos mais "avançados" como também o aluno mais defasado.
Desse modo, fica claro, para mim, que priorizar o concurso desde que a formação exigida seja o bacharelado em Direito é muito melhor do que priorizar a faculdade, pois esta é muito limitante. O aluno precisa, com autonomia, sem depender do professor, ir muito além do que é oferecido na faculdade. No entanto, não é para deixar a faculdade de lado, mas usá-la como revisão, reforço, tira-dúvidas. Mas o que deve nortear os estudos é o planejamento para concurso, que leva em consideração o edital do concurso, e não a ementa das disciplinas na faculdade. Acredito que é o caso de duas coisas que cabem no que Fernando Mesquita chama de preparação sequencial.
Pois bem... Concluí os dois primeiros anos do curso, quatro semestres, e já passei por disciplinas como Direito Civil, Penal, Constitucional, Processo Civil e Processo Penal. Como já havia escrito anteriormente, eu estudei a minha vida inteira da forma errada e comecei a estudar de uma maneira mais eficiente somente a partir do 4º semestre.
Na faculdade, eu não estava bitolada em tirar 10 nas provas e nem estava acompanhando isso, mas esse último semestre resolvi dar uma olhada no meu histórico acadêmico e descobri que o último semestre foi o que me saí melhor e, pasmem, com o menor esforço. Eu me dediquei e me foquei mais diariamente, com estudos mais produtivos e focados, mas, na hora das provas, não bateu aquele desespero costumeiro que costumava me pressionar. 20% de esforço e 80% de resultado. Além disso, comecei a fazer mapas mentais, o que têm me permitido revisar e consolidar o conteúdo de forma que, ao avançar nos próximos semestres, eu não esqueça o que já aprendi.
Algo que percebi é que se restringir ao que a faculdade oferece é muito limitante e está muito aquém do que nós precisamos para passar em concurso. Os professores não dão toda a matéria, às vezes a explicam de maneira desinteressante ou, pior, desatualizada ou equivocada. Já me deparei com todas essas situações na faculdade.
Também demorei a perceber que é preciso ter AUTONOMIA também nos estudos. Não precisamos depender da indicação de livros do professor ou esperar ele dar o conteúdo em sala para só então começar a estudar. Isso é um erro, nós perdemos tempo. O ideal é usar as aulas para revisar, reforçar ou esclarecer pontos já estudados. Isso sim é um estudo de qualidade e produtivo. Para isso, sinceramente, é melhor ignorar que 90% dos alunos são desinteressados e passam a maior parte do tempo conversando ou no celular. Tente mudar o foco e não desperdiçar sua energia pessoal com essa infelicidade.
Também passei a utilizar recentemente uma fonte de estudo que faz toda a diferença para aprender o Direito na vida real e, ao mesmo tempo, estar atualizado com a jurisprudência do STF e STJ. Trata-se do site Dizer o Direito, escrito pelo juiz federal Márcio André Lopes Cavalcante. Dos informativos desses dois Tribunais, ele seleciona aqueles mais relevantes para concursos públicos e explica, em linguagem mais acessível, porém técnica, o que cada um quer dizer, numa abordagem que poderá a vir ser cobrada em concursos. No final dos Informativos esquematizados, sem ser os resumidos, ele passa questões objetivas do que foi tratado para aplicar o conhecimento adquirido. Vale muito à pena e acho que o melhor nome para o site deveria ser Viver o Direito.
Se eu fosse seguir o conselho de vários professores da faculdade, estaria anos-luz defasada. Vários nos pediram para assinar o serviço de push do STF e STJ. E eu ficava lá tentando interpretar aquela maçaroca chata de informações misturadas, com conceitos e institutos jurídicos desconhecidos. Quanto desperdício de tempo se há um material muito melhor sendo produzido!!! Desse modo, estou, de uma vez por todas, quebrando qualquer mito acerca da superioridade do professor. Evidente que há exceções, mas tenho usado mais meu filtro para separar o joio do trigo.
O tipo de informação do site Dizer o Direito é mais útil do que a maioria das coisas que ouço em sala de aula, que parece um monte de conteúdo ultrapassado e sem vínculo nenhum com a realidade. Mesmo que um professor advogado vincule o conteúdo a uma causa na qual trabalhou, isso não necessariamente nos ensina algo.
Tive um professor que, apesar de trazer muitos casos do seu escritório, não sabia nada do que o STF e o STJ estavam julgando a respeito das matérias. Quando eu o abordei sobre isso, ele se limitou a dizer que "os alunos não conseguiriam acompanhar". Bem, a vida fora da faculdade exige isso. E os professores ajudariam bastante se parassem de passar a mão na cabeça dos alunos. Mas eu entendo que a maioria dos professores só quer ser carismático, querido e ter garantido o "seu" no fim do mês.
Isso me fez lembrar uma frase de outro professor já proferida pelos menos umas três vezes em sala de aula: "A marcha anda na velocidade do soldado mais lento". O que ele estava querendo dizer com isso? Que o ritmo da aula, em termos de profundidade e velocidade, era dado conforme a capacidade do pior aluno. Bem, as coisas não precisam ser assim. E acredito que esse modo de ver as coisas prejudicava não somente os alunos mais "avançados" como também o aluno mais defasado.
Desse modo, fica claro, para mim, que priorizar o concurso desde que a formação exigida seja o bacharelado em Direito é muito melhor do que priorizar a faculdade, pois esta é muito limitante. O aluno precisa, com autonomia, sem depender do professor, ir muito além do que é oferecido na faculdade. No entanto, não é para deixar a faculdade de lado, mas usá-la como revisão, reforço, tira-dúvidas. Mas o que deve nortear os estudos é o planejamento para concurso, que leva em consideração o edital do concurso, e não a ementa das disciplinas na faculdade. Acredito que é o caso de duas coisas que cabem no que Fernando Mesquita chama de preparação sequencial.
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