Fracasso pré-sucesso permanente
A expressão que deu nome ao título do artigo foi retirada do livro "Como fracassar em quase tudo e ainda ser bem-sucedido", de Scott Adams, criador do Dilbert, personagem que conheci graças ao Fernando Mesquita.
E é justamente assim que me sinto enquanto não passo em um "concurso melhor" pois essa é ou deveria ser a minha meta de vida e a condição colocada pelo meu marido para nós termos um segundo filho. Oi?
Bem, para explicar o interessante ponto-de-vista do autor, segue trecho do livro:
Adams conseguiu explicar esse sentimento angustiante que venho sentindo desde que tirei a Licença sem Remuneração. Porque eu explico para as pessoas que tirei a tal licença para fazer faculdade. E que estou fazendo faculdade para passar em um concurso público melhor... Essa é a minha meta. Mas sinto, permanentemente, essa sensação de fracasso pré-sucesso, que me desgasta e que tem se tornado um peso.
Na verdade, eu não tirei a Licença SÓ para fazer faculdade. Mas eu não vou justificar para todas as pessoas que eu tirei a licença para ter uma vida mais tranquila, ter tempo para me autoconhecer, cuidar de mim e, consequentemente, ter mais tempo e tranquilidade para cuidar da minha filha, o que, nem sempre, eu consigo fazer da forma como idealizei. Até porque, como acabei de mencionar, a sensação de fracasso pré-sucesso permanente me impede de ... ser feliz no momento presente.
O que Adam sugere é que busquemos métodos em vez de metas:
Decidi que vou acordar às 5h da manhã, caminhar dando duas voltas no quarteirão e resolver 25 questões até 6h30, quando acordo minha filha para levá-la na escola e sigo para a faculdade. Essas duas atividades: atividade física e um pouco de estudos tem de ser feitas logo pela manhã, antes de minha filha ser acordada.
Claro que vou implementar essa mudança gradualmente. Se hoje acordo às 7h, amanhã vou acordar 6h30 e depois 6h até chegar às 5h. Se hoje não resolvo questões, vou começar resolvendo 5, depois 10 e, no dia seguinte, 15 até chegar às 25 questões. Esse é parte do meu método para alcançar a minha meta em três anos, quando concluo minha faculdade, de passar em um concurso público de nível superior que exija formação em Direito. E me sentirei feliz e bem-sucedida diariamente, semanalmente sempre que concluir meu método mesmo que não tenha passado em nenhum concurso. É uma forma de manter a minha energia motivacional alta nesse projeto de médio prazo. Volto em 2018, se Deus permitir, para contar se deu certo.
E é justamente assim que me sinto enquanto não passo em um "concurso melhor" pois essa é ou deveria ser a minha meta de vida e a condição colocada pelo meu marido para nós termos um segundo filho. Oi?
Bem, para explicar o interessante ponto-de-vista do autor, segue trecho do livro:
Para ser franco, metas são para perdedores. Literalmente, isso é verdade a maior parte do tempo. Por exemplo, caso sua meta seja perder cinco quilos, você vai usar cada momento até atingi-la - se você chegar a atingi-la -, sentindo como se sua meta fosse pequena. Em outras palavras, pessoas orientadas por metas vivem em um estado de quase permanente fracasso que, esperam, seja temporário. Esse sentimento desgasta você. Com o tempo, torna-se pesado e desconfortável e pode até tirá-lo do jogo.
Se você atinge sua meta, comemora e sente-se ótimo, mas só até perceber que acabou de perder a única coisa que lhe dava objetivo e direção. Suas opções são se sentir vazio e inútil, talvez desfrutar as sobras de seu sucesso até se aborrecer, ou definir novas metas e reingressar no ciclo de fracasso pré-sucesso permanente". (São Paulo: Figurati, 2016, fls. 49, 50)
Adams conseguiu explicar esse sentimento angustiante que venho sentindo desde que tirei a Licença sem Remuneração. Porque eu explico para as pessoas que tirei a tal licença para fazer faculdade. E que estou fazendo faculdade para passar em um concurso público melhor... Essa é a minha meta. Mas sinto, permanentemente, essa sensação de fracasso pré-sucesso, que me desgasta e que tem se tornado um peso.
Na verdade, eu não tirei a Licença SÓ para fazer faculdade. Mas eu não vou justificar para todas as pessoas que eu tirei a licença para ter uma vida mais tranquila, ter tempo para me autoconhecer, cuidar de mim e, consequentemente, ter mais tempo e tranquilidade para cuidar da minha filha, o que, nem sempre, eu consigo fazer da forma como idealizei. Até porque, como acabei de mencionar, a sensação de fracasso pré-sucesso permanente me impede de ... ser feliz no momento presente.
O que Adam sugere é que busquemos métodos em vez de metas:
As pessoas de métodos têm sucesso toda vez que os aplicam, no sentido de que fizeram o que pretendiam fazer. As pessoas de metas ficam sempre lutando contra o sentimento de desânimo. As pessoas de métodos se sentem bem sempre que os utilizam. Isso faz uma grande diferença em termos de manutenção da energia pessoal na direção certa.
(...)
Para os nossos propósitos, vamos dizer que uma meta é um objetivo específico que você alcança ou não em algum momento no futuro. Um método é alguma coisa que você faz regularmente e que aumenta suas chances de felicidade no longo prazo. Se você fizer algo todos os dias, é um método. Se você está esperando alcança-lo algum dia no futuro, é uma meta"(fls. 50, 51).
Decidi que vou acordar às 5h da manhã, caminhar dando duas voltas no quarteirão e resolver 25 questões até 6h30, quando acordo minha filha para levá-la na escola e sigo para a faculdade. Essas duas atividades: atividade física e um pouco de estudos tem de ser feitas logo pela manhã, antes de minha filha ser acordada.
Claro que vou implementar essa mudança gradualmente. Se hoje acordo às 7h, amanhã vou acordar 6h30 e depois 6h até chegar às 5h. Se hoje não resolvo questões, vou começar resolvendo 5, depois 10 e, no dia seguinte, 15 até chegar às 25 questões. Esse é parte do meu método para alcançar a minha meta em três anos, quando concluo minha faculdade, de passar em um concurso público de nível superior que exija formação em Direito. E me sentirei feliz e bem-sucedida diariamente, semanalmente sempre que concluir meu método mesmo que não tenha passado em nenhum concurso. É uma forma de manter a minha energia motivacional alta nesse projeto de médio prazo. Volto em 2018, se Deus permitir, para contar se deu certo.
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