Cada um faz o seu caminho nos estudos

Hoje eu estudei 3,5h líquidas da forma aparentemente errada.

Não fiz pausas de 5-10 min a cada hora. Estava em um estado de flow e fazer uma pausa apenas interromperia esse processo, que eu sentia estar rendendo. Veja o que diz parte do artigo que indiquei:
Quando estamos realmente envolvidos em um processo completamente engajado de flow, ele não tem muita capacidade de monitorar como seu corpo está se sentindo, se está com fome, cansado ou mesmo pensar em seus problemas mundanos de casa e burocracias. 
Estudei apenas uma disciplina. Sério... eu acho que mudar de disciplina a cada hora de estudo é um modelo para quem está revisando o conteúdo. Mas quem está aprendendo, assimilando e fazendo um estudo ativo, não é suficiente. Arrisco dizer que a assimilação eficiente ocorre durante o estado de flow.

Resolvi apenas 5 questões de concurso, dando privilégio à qualidade não à qualidade. Estou estudando no modo "semáforo" e "cientista" de acordo com o Livro "Ciclo Eara", do Fernando Mesquista, em vez de no modo "patrola". Segundo ele, quantidade leva à qualidade. Para mim, é o contrário: qualidade leva à quantidade. Se eu verdadeiramente aprendo porquê eu acertei ou porquê errei algo e coloco esse aprendizado em algum local para revisar depois e com freqüência, é claro que, nas próximas questões que me deparar sobre o assunto, terei mais agilidade e SEGURANÇA para resolver as questões, o que me levará a resolver MAIS QUESTÕES EM MENOS TEMPO.

Não fiz mapas mentais. Fiz um resumo no Evernote utilizando a técnica da redação empresarial, cujas noções aprendi no livro "Como fracassar em quase tudo e ainda ser bem-sucedido", do cartunista Scott Adams, e cujas dicas jamais tive acesso no curso superior de Jornalismo. Organizei o resumo por tópico e com perguntas abrangentes e enxutas o suficiente para revisar depois no Anki.

Eu gosto mais do método de revisão do Anki do que dos mapas mentais. Eu ainda perco muito tempo montando mapas mentais pouco confiáveis nessa fase de assimilação do conteúdo, imaginando desenhos que possam representar aquela ideia abstrata, organizando os mapas em pastas, dividindo-os de acordo com a periodicidade de revisão, o programa IMindMap vive dando pau...

No Anki, o processo é mais FÁCIL. Eu ligo o computador e já quero abrir o Anki, que gera automaticamente as cartas e faz automaticamente o cálculo de quando rever uma carta ou não. Não tem desenho, mas a facilidade que me traz, durante o processo de construir o material e na hora de revisar estão me atraindo muito mais que os mapas. Não aboli os mapas mentais nem vou parar de revisar os cerca de 100 que já construí. Mas serei mais seletiva quantos aos conteúdos utilizados para a confecção de um mapa mental.

Que o Fernando Mesquita não leia isso aqui. Ele ficaria todo arrepiado.

Comentários

  1. Eu também estou utilizando muito o anki para estudos. Tentei utilizar os mapas mentais. Perdi um tempo absurdamente alto para fazê-los. Pior foi criar um método para realizar as revisões espaçadas. O anki já automatiza tudo pra mim.

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