Autoestima e beleza
Hoje encaro a maternidade como um renascimento para mim. Nasci de novo e acordei para a minha própria realidade. Encarei-me no espelho e percebi quem eu era e me dei conta de que a imagem refletida não me agradava, como tive oportunidade de mencionar antes:
De repente, me dei conta de que já não sou mais menina. A maternidade tornou imperativa a mudança. A responsabilidade não deixou lugar para a menina, que, pouco a pouco, dia a dia, transformou-se numa mulher. Uma mulher corajosa o suficiente para olhar para o espelho e perceber que as rugas aumentaram, as gordurinhas também, a barriga já não é a mesma... Por outro lado, agora estou aprendendo a usar maquiagem, a comprar cremes para tratar da pele, a levar a sério a academia e a alimentação. Estou me tornando uma mulher senhora do meu destino. (De repente mulher)
Os 30 anos já estavam ali, batendo à porta. Percebi-me repentinamente velha, como se nos últimos anos eu não tivesse acompanhado o nascimento de rugas ou o aparecimento de flacidez. Não me reconhecia no espelho e, aliás, olhar para ele já não me agradava. (A mulher depois de ser mãe)
Depois que a minha filha nasceu, eu nunca estive tão insatisfeita com meu corpo. Com os quilos a mais nas "ancas", com a flacidez, com os seios caídos, a face enrugada e cheia de sinais. Logo que pude, matriculei-me em uma academia, me consultei com um dermatologista, um nutricionista e até com um cirurgião plástico.
Nessa fase, a academia significou apenas mais uma atividade na agenda corrida. A consulta com o nutricionista, por sua vez, não mudou minha alimentação, muito menos a minha vida. Quanto ao dermatologista, ele sugeriu a aplicação de botox para atenuar as rugas na testa, que apareceram precocemente em mim. E eu resolvi guardar a ideia da cirurgia plástica para depois dos 30 anos, talvez. (Sobre o meu corpo e sobre a minha alimentação)
Pois bem. Decidi guardar a ideia da cirurgia plástica (lipoaspiração e silicone), primeiramente porque é caro e eu não tinha aquele dinheiro. Mas esse período foi importante para passar por um processo de reeducação alimentar, criação de hábitos mais ativos e, consequentemente, estabilizei meu peso. Hoje minha alimentação é muito mais rica em saladas e verduras, opto por arroz integral em vez de arroz branco, evito açúcar sempre que posso e passei a tomar café. Sinto um desconforto grande quando como demais e não durmo direito quanto janto uma comida pesada de restaurante.
Quanto à academia, realmente tonifica os músculos, especialmente se eu vou três vezes na semana, em vez de duas vezes apenas. Mas percebo que não importa o quanto eu tenho mudado a alimentação e incorporado a atividade física ao meu estilo de vida, hoje eu tenho acúmulo de gordura em algumas áreas indesejadas, como o abdome, a cintura e as coxas. Eu acharia que é normal da idade, porém numa sociedade que cultua o corpo, sinto-me muito aquém para ser considerada atraente. Essas gordurinhas não fazem de mim uma mulher com curvas, pois as curvas estão no lugar errado. Sim, acho que uma lipoescultura resolveria. Mas definitivamente isso não é algo com que vou arcar agora, pois nem ganhando meu próprio dinheiro estou.
Quanto ao rosto, tenho estado bastante incomodada com as minhas "selfies". Eu vejo um enorme nariz, um olho fundo e cheio de rugas, uma pele marcada... Eu não me achava bonita. E comecei a pensar em fazer uma rinoplastia. Consultei-me novamente com um cirurgião plástico apenas para ouvir a opinião de um profissional sobre como eu poderia obter uma maior harmonia facial. Ainda quero ouvir outros dois profissionais para formar uma opinião a respeito. Quero amadurecer a ideia e estar pronta para operar por volta dos 35 anos, depois que eu voltar a trabalhar e já tiver concluído minha faculdade. Parece ser uma ótima idade para isso. Ou seria uma ótima idade para ter um segundo filho?
Nessa busca de informações sobre plásticas, acabei me deparando com vídeos sobre maquiagem. Percebi que a maquiagem com bons produtos pode realmente operar maravilhas em nosso rosto, sem cirurgia e contribui muito para elevar a autoestima. Eu li sobre um estudo que sugeria que os homens se sentem mais atraídos por mulheres naturais a mulheres maquiadas... Porém desconfio que essas mulheres do estudo simplesmente não sabiam se maquiar e o resultado final é mesmo desastroso.
Mulheres maquiadas, especialmente quando estão mais maduras, a partir dos 28, 30 anos, passam uma sensação de maior competência. No trabalho, garante um profissionalismo maior. Eu fiz o teste e percebi que as pessoas estranhas na rua tendiam a me respeitar e a me ouvir mais estando maquiada e minimamente bem vestida.
Mulheres maquiadas, especialmente quando estão mais maduras, a partir dos 28, 30 anos, passam uma sensação de maior competência. No trabalho, garante um profissionalismo maior. Eu fiz o teste e percebi que as pessoas estranhas na rua tendiam a me respeitar e a me ouvir mais estando maquiada e minimamente bem vestida.
Acredito que, com a alimentação e a dermatologista em dia, dominar técnicas de maquiagem seja uma habilidade fundamental para a mulher madura. É uma daquelas mudanças que gera outras positivas em efeito dominó. No dia-a-dia, você no mínimo se sente melhor consigo mesma e isso muda tudo: sua atitude fica mais positiva e otimista diante da vida porque a sua autoconfiança aumenta.
Saber preencher sobrancelhas para esconder falhas, fazer uma boa cobertura no rosto para disfarçar imperfeições e principalmente olheiras, saber fazer contornos no rosto para dar a impressão de que o nariz e o rosto são mais finos e, ao mesmo tempo, conferir um aspecto mais natural ao rosto e, por fim, realçar o olhar e a boca são algumas das habilidades a serem aprendidas.
Acho importante dominar isso antes de fazer uma cirurgia plástica no rosto, que é algo definitivo, caro e bastante invasivo. O que adianta um nariz mais harmonioso se o rosto continua com aspecto de cara lavada e sobrancelha toda falhada? Não resolve muita coisa.
E é assim é que uma mulher, mãe, que estuda para concursos públicos, não pode deixar de se cuidar nunca. Estou nessa vibe.
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