Basta de viver em função dele
Acabei de concluir o curso "Foco" da Arata Academy. Com ele, percebi claramente que o ponto nevrálgico da minha vida é a FALTA DE FOCO. Não por outra razão passei muitos anos da minha vida sentindo-me perdida, sem motivação para trilhar um caminho, porque eu não sabia o caminho que eu queria trilhar, desperdicei anos preciosos da minha vida, especialmente entre os 18 e os 26 anos, e VIVIA PARA AGRADAR OS OUTROS. Elucidativo o post em que falo sobre a vida de merda que eu levava, do qual transcrevo um trecho:
VIVER UMA VIDA DE MERDA É VIVER PARA AGRADAR OS OUTROS. É NUNCA IR ATRÁS DOS SEUS SONHOS.
Viver uma vida de merda é nada mais nada menos que uma vida de MEDIOCRIDADE, de passividade, de reatividade, literalmente à espera de um milagre. A minha necessidade patológica de agradar os outros sufocava qualquer espaço para eu refletir o que eu queria da minha vida.
Depois que me casei, passei a viver para agradar meu marido, eu parei a minha vida para agradá-lo, para ser boazinha. Eu não era decidida, eu não sabia o que eu queria. Eu tinha medo de ir atrás dos meus sonhos porque eu tinha medo de perdê-lo.
A maternidade me deu como que um choque de realidade. Foi quando eu literalmente acordei para a vida. Foi um momento muito difícil da minha vida, especialmente para quem só queria moleza como eu, mas foi preciso para eu meio que renascer. Nesse momento de mudança de paradigma em minha vida, vivi uma crise de identidade e tive uma certa depressão pós-parto. Sobre essa fase, leia aqui.
Desde então, tenho buscado alguns objetivos: 1) ser a melhor versão de mãe que posso ser; 2) estudar para um concurso público de nível superior na área de Direito; 3) praticar exercícios físicos com regularidade e 4) alimentar-me bem.
Tenho percebido, no entanto, que, paulatinamente, EU ESTOU VIVENDO EM FUNÇÃO DAS NECESSIDADES DA MINHA FILHA E DO MEU MARIDO, isto é, NÃO SOMOS EU E MEU MARIDO QUE ESTAMOS VIVENDO EM FUNÇÃO DAS NECESSIDADES DA MINHA FILHA. Será que, no fundo, eu parei de trabalhar para dar conta disso??? Engraçado a minha vizinha perguntar: "Você tirou licença porque não dá conta de estudar e trabalhar ao mesmo tempo?".
De uma hora para outra, meu marido apareceu com uma história de que queria um cachorro, porque queria, porque queria, como fez minha filha ao querer pipoca antes do show. E ainda determinou que eu fosse cuidar do cachorro pois eu tinha que fazer isso por ele, porque se eu não fizesse, eu seria uma egoísta. Meu Deus! Que inversão!!!
Eu fiquei mais de dois meses envolvida nessa questão de cachorro, até entrei em contato com criadores de outros países, em uma verdadeira loucura. Começamos a falar de cachorro, a ver vídeos de cachorro, a perguntar se nossa filha queria um cachorro. Passar por esse processo, eu lembro, me trouxe uma angústia profunda e, no final, acreditando encontrar um meio-termo, ficamos com um gato. Felizmente, eu fiz essa decisão não por ele, mas por minha filha.
Se o meu marido só tem terça ou quinta a noite para estar em casa, eu não me importo que minha filha durma às 22h para acordar 6:30 no dia seguinte, afinal, é mais importante estar com o pai um pouquinho que seja do que cumprir o cronograma de dormir cedo todos os dias e ter uma manhã sem afobação.
Esse fundamento é coerente com a minha crença, o grande problema é que O ESFORÇO PARA QUE A MINHA FILHA E EU TENHAMOS UM MOMENTO EM FAMÍLIA É QUASE SEMPRE TODO MEU. A maioria esmagadora das vezes, sou eu quem chamo para sair. E quantas vezes eu não fiquei esperando por ele chegar sem que ele avisasse que ia atrasar, ou então imediatamente saiu para praticar exercícios físicos, não fez questão de jantar no mesmo horário nem na mesma mesa que nós? Ou que dormiu de tarde sem colocar despertador para acordar e buscar a filha na escola?
A verdade é que o meu marido não nos prioriza na vida dele, talvez, para ser otimista, por falta de foco, não por falta de amor. POR MAIS QUE EU DESEJE PROFUNDAMENTE QUE ELE NOS PRIORIZASSE, EU PRECISO ACEITAR A REALIDADE e parar de lutar contra ela. Lutar contra algo que não posso mudar é sofrimento certo.
Eu preciso viver a minha vida. Vai depender dele ser proativo e começar a demonstrar com ações que faz questão de estar conosco, um TEMPO DE QUALIDADE. Ele que lute por isso. Ele está acostumado comigo estar sempre à disposição, afinal ele trabalha demais e eu? Bem, eu tirei uma licença sem remuneração!
Ficar SEMPRE à espera é algo angustiante demais e traz muita ansiedade. A ausência dele é tanta que, por vezes, sinto que, quando ele aparece, ele está atrapalhando a rotina normal da casa, pois o normal da casa é ele não estar presente.
Pois eu digo: "Basta!".
VIVER UMA VIDA DE MERDA É VIVER PARA AGRADAR OS OUTROS. É NUNCA IR ATRÁS DOS SEUS SONHOS.
Viver uma vida de merda é nada mais nada menos que uma vida de MEDIOCRIDADE, de passividade, de reatividade, literalmente à espera de um milagre. A minha necessidade patológica de agradar os outros sufocava qualquer espaço para eu refletir o que eu queria da minha vida.
Depois que me casei, passei a viver para agradar meu marido, eu parei a minha vida para agradá-lo, para ser boazinha. Eu não era decidida, eu não sabia o que eu queria. Eu tinha medo de ir atrás dos meus sonhos porque eu tinha medo de perdê-lo.
A maternidade me deu como que um choque de realidade. Foi quando eu literalmente acordei para a vida. Foi um momento muito difícil da minha vida, especialmente para quem só queria moleza como eu, mas foi preciso para eu meio que renascer. Nesse momento de mudança de paradigma em minha vida, vivi uma crise de identidade e tive uma certa depressão pós-parto. Sobre essa fase, leia aqui.
Desde então, tenho buscado alguns objetivos: 1) ser a melhor versão de mãe que posso ser; 2) estudar para um concurso público de nível superior na área de Direito; 3) praticar exercícios físicos com regularidade e 4) alimentar-me bem.
Tenho percebido, no entanto, que, paulatinamente, EU ESTOU VIVENDO EM FUNÇÃO DAS NECESSIDADES DA MINHA FILHA E DO MEU MARIDO, isto é, NÃO SOMOS EU E MEU MARIDO QUE ESTAMOS VIVENDO EM FUNÇÃO DAS NECESSIDADES DA MINHA FILHA. Será que, no fundo, eu parei de trabalhar para dar conta disso??? Engraçado a minha vizinha perguntar: "Você tirou licença porque não dá conta de estudar e trabalhar ao mesmo tempo?".
De uma hora para outra, meu marido apareceu com uma história de que queria um cachorro, porque queria, porque queria, como fez minha filha ao querer pipoca antes do show. E ainda determinou que eu fosse cuidar do cachorro pois eu tinha que fazer isso por ele, porque se eu não fizesse, eu seria uma egoísta. Meu Deus! Que inversão!!!
Eu fiquei mais de dois meses envolvida nessa questão de cachorro, até entrei em contato com criadores de outros países, em uma verdadeira loucura. Começamos a falar de cachorro, a ver vídeos de cachorro, a perguntar se nossa filha queria um cachorro. Passar por esse processo, eu lembro, me trouxe uma angústia profunda e, no final, acreditando encontrar um meio-termo, ficamos com um gato. Felizmente, eu fiz essa decisão não por ele, mas por minha filha.
Se o meu marido só tem terça ou quinta a noite para estar em casa, eu não me importo que minha filha durma às 22h para acordar 6:30 no dia seguinte, afinal, é mais importante estar com o pai um pouquinho que seja do que cumprir o cronograma de dormir cedo todos os dias e ter uma manhã sem afobação.
Esse fundamento é coerente com a minha crença, o grande problema é que O ESFORÇO PARA QUE A MINHA FILHA E EU TENHAMOS UM MOMENTO EM FAMÍLIA É QUASE SEMPRE TODO MEU. A maioria esmagadora das vezes, sou eu quem chamo para sair. E quantas vezes eu não fiquei esperando por ele chegar sem que ele avisasse que ia atrasar, ou então imediatamente saiu para praticar exercícios físicos, não fez questão de jantar no mesmo horário nem na mesma mesa que nós? Ou que dormiu de tarde sem colocar despertador para acordar e buscar a filha na escola?
A verdade é que o meu marido não nos prioriza na vida dele, talvez, para ser otimista, por falta de foco, não por falta de amor. POR MAIS QUE EU DESEJE PROFUNDAMENTE QUE ELE NOS PRIORIZASSE, EU PRECISO ACEITAR A REALIDADE e parar de lutar contra ela. Lutar contra algo que não posso mudar é sofrimento certo.
Eu preciso viver a minha vida. Vai depender dele ser proativo e começar a demonstrar com ações que faz questão de estar conosco, um TEMPO DE QUALIDADE. Ele que lute por isso. Ele está acostumado comigo estar sempre à disposição, afinal ele trabalha demais e eu? Bem, eu tirei uma licença sem remuneração!
Ficar SEMPRE à espera é algo angustiante demais e traz muita ansiedade. A ausência dele é tanta que, por vezes, sinto que, quando ele aparece, ele está atrapalhando a rotina normal da casa, pois o normal da casa é ele não estar presente.
Pois eu digo: "Basta!".
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