O afeto é a base de tudo

Eu já sabia que o afeto era muito importante... na teoria. Mas na prática estou aprendendo agora. Nunca fui rica, mas jamais me faltaram moradia, acesso a vacinas, medicamentos e hospitais, vestuário, lazer, educação. Graças a Deus por isso. Por outro lado, cresci num lar com pouco afeto por parte de pai e principalmente de mãe. Então, o afeto não fez parte da minha vida na infância e isso naturalmente traz reflexos - negativos - em todas as áreas da minha vida adulta, profissional, social, conjugal, parental. Graças a Deus está sendo-me dada a oportunidade de fazer um bom acompanhamento psicoterapêutico, que tem me ajudado a compreender as minhas amarras e bloqueios emocionais, oriundos de traumas e histórias do meu passado. Graças a Deus por ter me dado essa coragem.

O documentário "O começo da vida" retrata bem isso. Retrata como a maior contribuição que uma mãe ou um pai pode dar a uma criança - assim que nasce até os 3, 4, 5 anos - com certeza é o afeto. É a linguagem do amor que vai alicerçar toda uma personalidade saudável da criança e a fará competente socioafetivamente.  É o afeto que cria laços, que destrói barreiras, que leva à tolerância, ao respeito. Por isso digo que o afeto é a base de uma sociedade espiritualmente evoluída.

O afeto, claro, não pode prescindir de colocar limites nos filhos. Demorei a compreender que colocar limites não é brigar nem gritar. É educar. É se abaixar na altura da criança e, com calma e com afeto, conversar e explicar o motivo do limite. Segurança, firmeza e calma na hora de conversar com a criança.

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