Ah... a maturidade
Texto escrito originalmente em 22 de julho de 2014
Livros de auto-ajuda são um passatempo. Se forem bons, levam-me à reflexão e ao autoconhecimento. Porém eles não me ensinam a ser uma mulher madura. A vida, as experiências pelas quais passo na vida sim.
Quando tive a minha filha, senti-me como uma criança cuidando de outra. Completamente despreparada para ser mãe, inexperiente de prática e de espírito. E esse quadro abalou muito a minha autoestima. Desesperada, lia mais e mais artigos, tentando adquirir competências rapidamente: como trocar a fralda, como segurar um bebê, como dar banho, como vestir a roupinha, como fazer o bebê dormir, como decifrar o choro do bebê.
Hoje a minha filha tem um ano e meio. E continuo imatura, talvez um pouco menos. Estamos vivendo uma outra fase, em que estou passando para a minha filha noções do que é certo e errado. Seria tudo muito simples se ela, prontamente, aceitasse a informação que lhe passo. Mas ela não aceita, testa meus limites, esperneia, chora, grita, faz escândalo e eu passo por inúmeras situações em público que me deixam absolutamente constrangida. E esse quadro abala muito a minha autoestima. Desesperada, leio mais e mais artigos, tentando adquirir competências rapidamente: como colocar limites no seu filho de um ano e meio, qual a conduta mais adequada a se adotar, como me impor para a minha filha, como me dar o respeito para ela.
Sabe o que eu percebo? Que eu estou despreparada para a vida. E, numa tentativa de me preparar, busco conhecimento. Mas eu não preciso de mais conhecimento porque simplesmente não consigo colocar em prática aquilo que eu aprendo nos livros. E outra. Meu papel como mãe, ao lhe dizer o que é certo ou errado, é menos lhe passar conhecimento e mais lhe dar limites e lhe ensinar que quem manda sou eu, a mãe dela, a quem ela deve respeito e obediência.
Ou seja, as fases estão mudando e eu continuo no mesmo despreparo e talvez na mesma condição imatura de lidar com os problemas, ou melhor dizendo, os desafios que a maternidade me apresenta. Outra coisa interessante nesse processo é que procuro a ajuda da minha mãe e, na falta dela, do pai da minha filha, que, por mais imaturo que seja em outros aspectos da vida, parece ter mais preparo e confiança do que eu nessas questões de maternidade. E eu, como uma criança pequena sem qualquer preparo para encarar as dificuldades do cotidiano, FUJO DA SITUAÇÃO PASSIVAMENTE.
Além disso, quando sou chamada a tomar uma grande DECISÃO em minha vida pela qual terei que responder sozinha pelas conseqüências, costumo apresentar uma enorme dificuldade, o que me leva ou a SEMPRE PERGUNTAR A OPINIÃO DE ALGUÉM QUE CONSIDERO SENSATO E EXPERIENTE ou simplesmente TOMO A DECISÃO DE NÃO MUDAR, DE NÃO FAZER, DE, ENFIM, CONTINUAR NO COMODISMO.
O cômico, para não dizer trágico, é que EU NÃO PERGUNTEI A OPINIÃO DE NINGUÉM ao tomar as maiores decisões da minha vida: 1) Se gostaria de cursar faculdade, curso técnico ou trabalhar 2) Em caso de querer cursar faculdade, qual seria ela, 3) Com quem iria me casar e ter filhos 4) Quando teria filhos. A primeira pergunta, na verdade, jamais foi feita. O roteiro parecia traçado: 1) Faculdade, 2) Medicina ou Direito.
Não é por outra razão que hoje me sinto uma pessoa bastante FRUSTRADA. Frustrada como mulher, como mãe, como profissional. Sinto RAIVA em várias dessas situações simplesmente por não conseguir lidar com problemas que sempre parecem ser maiores que eu.
Livros de auto-ajuda são um passatempo. Se forem bons, levam-me à reflexão e ao autoconhecimento. Porém eles não me ensinam a ser uma mulher madura. A vida, as experiências pelas quais passo na vida sim.
Quando tive a minha filha, senti-me como uma criança cuidando de outra. Completamente despreparada para ser mãe, inexperiente de prática e de espírito. E esse quadro abalou muito a minha autoestima. Desesperada, lia mais e mais artigos, tentando adquirir competências rapidamente: como trocar a fralda, como segurar um bebê, como dar banho, como vestir a roupinha, como fazer o bebê dormir, como decifrar o choro do bebê.
Hoje a minha filha tem um ano e meio. E continuo imatura, talvez um pouco menos. Estamos vivendo uma outra fase, em que estou passando para a minha filha noções do que é certo e errado. Seria tudo muito simples se ela, prontamente, aceitasse a informação que lhe passo. Mas ela não aceita, testa meus limites, esperneia, chora, grita, faz escândalo e eu passo por inúmeras situações em público que me deixam absolutamente constrangida. E esse quadro abala muito a minha autoestima. Desesperada, leio mais e mais artigos, tentando adquirir competências rapidamente: como colocar limites no seu filho de um ano e meio, qual a conduta mais adequada a se adotar, como me impor para a minha filha, como me dar o respeito para ela.
Sabe o que eu percebo? Que eu estou despreparada para a vida. E, numa tentativa de me preparar, busco conhecimento. Mas eu não preciso de mais conhecimento porque simplesmente não consigo colocar em prática aquilo que eu aprendo nos livros. E outra. Meu papel como mãe, ao lhe dizer o que é certo ou errado, é menos lhe passar conhecimento e mais lhe dar limites e lhe ensinar que quem manda sou eu, a mãe dela, a quem ela deve respeito e obediência.
Ou seja, as fases estão mudando e eu continuo no mesmo despreparo e talvez na mesma condição imatura de lidar com os problemas, ou melhor dizendo, os desafios que a maternidade me apresenta. Outra coisa interessante nesse processo é que procuro a ajuda da minha mãe e, na falta dela, do pai da minha filha, que, por mais imaturo que seja em outros aspectos da vida, parece ter mais preparo e confiança do que eu nessas questões de maternidade. E eu, como uma criança pequena sem qualquer preparo para encarar as dificuldades do cotidiano, FUJO DA SITUAÇÃO PASSIVAMENTE.
Além disso, quando sou chamada a tomar uma grande DECISÃO em minha vida pela qual terei que responder sozinha pelas conseqüências, costumo apresentar uma enorme dificuldade, o que me leva ou a SEMPRE PERGUNTAR A OPINIÃO DE ALGUÉM QUE CONSIDERO SENSATO E EXPERIENTE ou simplesmente TOMO A DECISÃO DE NÃO MUDAR, DE NÃO FAZER, DE, ENFIM, CONTINUAR NO COMODISMO.
O cômico, para não dizer trágico, é que EU NÃO PERGUNTEI A OPINIÃO DE NINGUÉM ao tomar as maiores decisões da minha vida: 1) Se gostaria de cursar faculdade, curso técnico ou trabalhar 2) Em caso de querer cursar faculdade, qual seria ela, 3) Com quem iria me casar e ter filhos 4) Quando teria filhos. A primeira pergunta, na verdade, jamais foi feita. O roteiro parecia traçado: 1) Faculdade, 2) Medicina ou Direito.
Não é por outra razão que hoje me sinto uma pessoa bastante FRUSTRADA. Frustrada como mulher, como mãe, como profissional. Sinto RAIVA em várias dessas situações simplesmente por não conseguir lidar com problemas que sempre parecem ser maiores que eu.
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