Cachorro ou gato?
Como pontos positivos, posso citar:
- maior socialização com a vizinhança. Não raro crianças se aproximam de nós por causa do cachorro. Além disso, sou forçada a frequentar mais vezes as áreas comuns do prédio para passear com o cachorro.
- desenvolvimento na criança de um olhar para o outro, suas necessidades, aprender que precisa comer, fazer necessidades, dormir, favorecendo virtudes como a generosidade e a responsabilidade. A criança, ao sentir que pode ajudar, sente-se útil e feliz e o cachorro vem somar em vez de ser motivo de ciúme por parte da criança que agora tem a atenção da mãe compartilhada entre ela e o cachorro.
- uma certa leveza e vida maior em casa ao ter um ser vivo com quem interagir, observar e até conversar, mesmo sendo considerada uma raça de cachorro "zen", sem muita emoção. Minha filha costuma mostrar os brinquedos e conversar algumas coisas com o cachorro... Certamente, isso já me alivia em termos de exigir minha presença. E reduz um pouco a minha sensação de ser sufocada quando estamos nós duas sozinhas, o que é muito comum.
Os pontos negativos estão basicamente relacionados ao trabalho envolvido com o cachorro. Esse Shih Tzu é um cachorro muito educado, que só faz as necessidades embaixo do bloco, não late, não solta pêlos, não tem muitas necessidades de exercício, dorme bastante. E, mesmo assim, dá trabalho. A responsabilidade de ter que descer com o cachorro 2 ou 3 vezes por dia, em horários mais ou menos certos, pode se tornar uma obrigação que nos retira a tão desejada e já curta liberdade, principalmente se levarmos em conta que é uma tarefa para a vida inteira do cachorro, o que, envolve, no mínimo, uma década! Fora os gastos com ração de qualidade, vacinas, banhos no Pet Shop e consultas veterinárias. Além disso, o cachorro pode adoecer, o que, além dos custos financeiros e de tempo, também gera custos emocionais.
Pesando na balança os prós e os contras e considerando o atual momento de vida da minha família, adquirir um cachorro agora seria absolutamente um retrocesso. No entanto, como queremos muito um animal de estimação, acreditando nos benefícios que essa companhia nos traria, ainda estamos aventando a possibilidade de ter um, porém um gato. O gato envolveria bem menos custos de manutenção, por ser menor e relativamente mais saudável, não exigiria que eu o ensinasse a usar a caixa de areia (pois ele já viria do gatil adestrado nesse aspecto), não exige que eu passeie com ele, o que não tiraria minha liberdade de ir e vir, e é um animal mais adaptado a maiores períodos de solidão dentro de casa do que o cachorro, de um modo geral. Além disso, no Brasil há gatis de boa qualidade com raças de gatos interessantes e a preços acessíveis se comparados a determinadas raças de cachorros, em que os criadores literalmente "metem a faca". O único ponto negativo seria a questão de "com quem deixá-lo quando fôssemos viajar?". Na verdade, o gato não poderia ficar em outra casa nem hotel e, sim, teríamos que arrumar uma pessoa para visitar o gato e lhe dar comida e água. Porém, considerando que não somos uma família exatamente viajante, viajando cerca de três vezes por ano apenas, acho que isso não se constituiria um problema.
Dito isso, vamos aguardar a chegada do nosso gatinho, ver como é ter um desses animais na prática e, simultaneamente, continuar trazendo o Shih Tzu em nossa casa para nos fazer visitas regulares. Amém!
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