Beleza e Dinheiro
Estou me cuidando mais e acho isso uma mudança positiva. Aliás, quando me separei [depois de 1 ano, reatamos], duas amigas, com muito jeito, falaram que seria bom que eu me vestisse melhor, arrumasse meu cabelo... elas queriam me ver bonita!
Eu já estou com 30 anos, não sou nem quero ser mais nenhuma menina. Tenho rugas, meu corpo mudou, está flácido, seios caídos, o rosto não está iluminado, o cabelo não é mais o mesmo... Se eu me sinto melhor, mais bonita, automaticamente sinto-me mais confiante e segura também para outras atitudes na vida.
Quero ter uma aparência profissional, porque, quer gostemos ou não, somos mais respeitados quando nos vestimos bem e quando nos cuidamos, dentro e fora do ambiente de trabalho. Para quem está fazendo Direito, então, é fundamental. Os advogados só se vestem socialmente.
Quero ter uma aparência profissional, porque, quer gostemos ou não, somos mais respeitados quando nos vestimos bem e quando nos cuidamos, dentro e fora do ambiente de trabalho. Para quem está fazendo Direito, então, é fundamental. Os advogados só se vestem socialmente.
Além disso, eu tenho convivido com pessoas de uma classe social mais elevada, no meu prédio, na escola da minha filha e entre os colegas do trabalho do meu marido, e eu quero me sentir adequada. Quero aprender a me sair bem nesse meio, do qual agora faço parte, sem necessariamente me misturar. Uma coisa é ter status social, outra coisa bem diferente é ser bem-sucedido. Quem só tem status geralmente é superficial, vazio, preconceituoso. Eu estou me policiando para não ser assim.
Em relação ao dinheiro. Ter dinheiro é muito bom, mas tenho plena consciência de que ele, por si só, não traz felicidade. Se você me perguntar o que estou achando de dirigir um carrão, eu direi que é maravilhoso, mas sei que ele não acrescentou quase nada ao meu nível geral de felicidade.
Acontece que, ao longo da minha vida, eu sempre associei ter dinheiro como sendo algo intrinsicamente ruim. Mas não é. Dinheiro nos dá muitas possibilidades que de outra forma não teríamos. Por exemplo, poder pagar por uma boa escola para a minha filha, morar em um local que gostamos muito e viajar. Graças a ele, aliás, estou podendo sair de licença sem remuneração por três anos! No meu caso, essa aversão que criei ao dinheiro apenas me fazia permanecer na mediocridade, com medo de querer ser mais ou ter mais, como se isso fosse pecado. E não é.
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