Chega de ilusões
Vamos cair na real. Embora eu goste, ache interessante e útil, o curso de Direito não é um sonho de consumo. Nem pretendo mudar o mundo por meio dele. É mais fácil eu mudar o mundo por meio de pequenas - e anônimas - ações como mãe, esposa, filha, vizinha, patroa... Aliás, o curso de Direito, às vezes, me causa uma certa náusea porque seu tema são os conflitos, às vezes as mazelas da trama humana.
Também não é por ter essa visão realista da coisa que eu ache que não vale à pena LUTAR para me formar, se for necessário. Vale à pena concluir o curso de Direito porque ele me habilitará a mudar o meu atual cenário profissional, que é bem precário. Como Técnico Judiciário formada em Jornalismo, minha "melhor" contribuição ao Tribunal seria exercer atividades burocráticas, repetitivas, monótonas e desmotivantes em um cartório, que não por acaso tem rotatividade altíssima.
Com a formação em Direito, ampliarei minhas possibilidades de atuação dentro do Tribunal e poderei exercer atividades mais interessantes e de cunho intelectual. Pretendo também, após formada, me focar em concursos para graduados em Direito, não mais para qualquer área de formação.
Entre as carreiras jurídicas disponíveis, nenhuma me desperta um chamado profissional a princípio. Na verdade, o que me chama atenção em um cargo é a jornada de trabalho, férias, recesso, remuneração, status social, atividades desenvolvidas e edital do concurso.
Aqueles dilemas pelos quais passei anos da minha vida, do tipo "é errado não entender e apenas decorar um conteúdo", com medo de alcançar um cargo público elevado e ser, ao mesmo tempo, uma grande idiota, incapaz de refletir criticamente acerca da vida, na verdade, só me fizeram uma coisa: estagnaram-me. Não cresci, não produzi, não lutei, não me esforcei, não trabalhei. Fiquei parada no tempo literalmente à espera de um milagre: do tipo ser chamada para um Tribunal na 22** posição. E isso aconteceu.
Para me formar e passar naquele concurso de nível superior eu não preciso ser a "melhor" profissional, que entende de tudo, que tem opinião formada sobre tudo e que está sempre atualizada. Talvez eu nem precise de 8h líquidas de estudo diário. Está na hora de parar de "mimimi" e ter foco.
Também não é por ter essa visão realista da coisa que eu ache que não vale à pena LUTAR para me formar, se for necessário. Vale à pena concluir o curso de Direito porque ele me habilitará a mudar o meu atual cenário profissional, que é bem precário. Como Técnico Judiciário formada em Jornalismo, minha "melhor" contribuição ao Tribunal seria exercer atividades burocráticas, repetitivas, monótonas e desmotivantes em um cartório, que não por acaso tem rotatividade altíssima.
Com a formação em Direito, ampliarei minhas possibilidades de atuação dentro do Tribunal e poderei exercer atividades mais interessantes e de cunho intelectual. Pretendo também, após formada, me focar em concursos para graduados em Direito, não mais para qualquer área de formação.
Entre as carreiras jurídicas disponíveis, nenhuma me desperta um chamado profissional a princípio. Na verdade, o que me chama atenção em um cargo é a jornada de trabalho, férias, recesso, remuneração, status social, atividades desenvolvidas e edital do concurso.
Aqueles dilemas pelos quais passei anos da minha vida, do tipo "é errado não entender e apenas decorar um conteúdo", com medo de alcançar um cargo público elevado e ser, ao mesmo tempo, uma grande idiota, incapaz de refletir criticamente acerca da vida, na verdade, só me fizeram uma coisa: estagnaram-me. Não cresci, não produzi, não lutei, não me esforcei, não trabalhei. Fiquei parada no tempo literalmente à espera de um milagre: do tipo ser chamada para um Tribunal na 22** posição. E isso aconteceu.
Para me formar e passar naquele concurso de nível superior eu não preciso ser a "melhor" profissional, que entende de tudo, que tem opinião formada sobre tudo e que está sempre atualizada. Talvez eu nem precise de 8h líquidas de estudo diário. Está na hora de parar de "mimimi" e ter foco.
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