Empolgada com a faculdade
Estou no segundo semestre do curso de Direito e bem mais motivada do que no semestre anterior. Uma que estou pegando disciplinas com outras turmas que não a famigerada turma do semestre anterior, em que a coordenadora do curso precisou um dia alertar os alunos quanto ao fato de que ficar difamando os colegas por mensagens em celulares poderia resultar em processo contra eles... Sério... logo na faculdade de Direito.
A segunda razão é que superamos aquelas matérias introdutórias que, apesar de interessantes como é o caso da filosofia, estão um pouco distantes do real world.
Infelizmente, eu ainda não fiz amizades a ponto de trocar informações úteis e interessantes sobre o curso. Então, vinha adotando estratégias que, na minha cabeça, faziam sentido, tais como:
1) estudar, pelo menos um pouco, todos os dias. Nos sábados, domingos e feriados tentar manter algum tipo de contato com os estudos.
2) adotar livros-base para as disciplinas: Teoria Geral do Estado, Teoria Geral do Processo, Direito Civil 1, Direito Penal 1, Direito Processual Civil 1. Estou justamente na fase de escolher a bibliografia. É uma fase muito importante porque é por meio deles que vou extrair as primeiras noções e a base para o restante do curso. Eu gosto demais desse momento de folhear os livros, fazer breves leituras e identificar aquelas que mais me agradam. Mas estou com certa urgência.
3) Fazer resumos desses livros-base para não ter que voltar a lê-los, para facilitar na hora de estudar e até fazer o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e, por que não, para me preparar para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), assunto que até então não vinha me preocupando.
Hoje eu senti que, apesar de eu ter tempo livre de 15h às 17h30, o estudo simplesmente não rendeu. Eu estava viajando na maionese no livro do Rogério Greco (Curso de Direito Penal, parte geral), pensando nos meus problemas, pensando nas possíveis carreiras jurídicas que eu gostaria de seguir, em como os candidatos são exigidos em seus conhecimentos... E eu tive que reler várias vezes a mesma coisa. Também pensei que, apesar de Greco ser mais direto, eu gostei mesmo foi do livro do Cezar Roberto Bitencourt (Tratado de Direito Penal - parte geral).
Nossa... fiquei estressadíssima com essa pouca qualidade dos meus estudos porque eu, a todo momento, me cobro quanto a isso e fico na contagem regressiva da minha licença. Realmente, eu não posso perder de vista que tenho que aproveitar ao máximo possível essa oportunidade de parar de trabalhar para me voltar aos estudos e ter uma vida mais equilibrada, inclusive e principalmente no que se refere à maternidade, mas eu não posso me desesperar nessa corrida contra o tempo. E eu vou precisar trabalhar muito esse lado emocional em mim, que sempre foi meu ponto fraco.
Depois dessa tarde improdutiva, eu não aceitei que os meus estudos ainda não tivessem engrenado na terceira semana de aulas (matei a primeira). Depois que coloquei minha filha para dormir, fui atrás de informações sobre quais livros comprar. Afinal, eu estava perdida, mais do que cega em tiroteio, como costumo repetir.
Foi então que encontrei um blog maravilhoso que muito me ajudou com dicas e conselhos: o Diário de um estudante de Direito. O autor fez com que eu me sentisse bastante reconfortada ao escrever sobre aqueles dilemas, dúvidas e ansiedades de um estudante que acabou de ingressar na faculdade. É claro que, sendo minha segunda graduação, eu já tenho uma visão diferente do curso. Mas ele conseguiu clarear algumas coisas que antes se encontravam nebulosas em mim, especialmente a questão de conciliar os estudos para faculdade com os estudos para concurso.
E, olha, vou seguir o conselho dele: focar na faculdade nos primeiros quatro semestres, quando estamos construindo a base teórica que servirá para todo o edifício jurídico construído ao longo da vida. Com um alicerce bem fundamentado, o edifício será mais sólido.
Além disso, ele reforçou a importância de estudar pelos livros de doutrina e de não ficar apenas nas anotações de sala de aula, que garantam no máximo um 10 na prova, mas que não mede a competência de alguém. Reiterou a importância dos resumos e disse que faz largo uso de vídeos oferecidos gratuitamente na internet como maneira de reforçar o conteúdo visto em sala.
O autor, com bom-humor, sempre pontua o quão vale à pena nos dedicarmos aos estudos e sobre a importância de fazer esse trabalho dia após dia, como uma formiguinha. Ir galgando posições e alcançando metas, aos poucos. Também fala sobre ter flexibilidade nos estudos. Não estudar demais nem de menos. Ler bastante, inclusive informativos de jurisprudência dos Tribunais Superiores, aproveitar disponibilidade de tempo para estudar, privilegiar qualidade à quantidade. Ter equilíbrio na vida. Não deixar de ter vida social ou vida própria, mas fazer algum sacrifício em nome dos estudos, quando necessário. E enfatiza: AJA que a recompensa virá.
A segunda razão é que superamos aquelas matérias introdutórias que, apesar de interessantes como é o caso da filosofia, estão um pouco distantes do real world.
Infelizmente, eu ainda não fiz amizades a ponto de trocar informações úteis e interessantes sobre o curso. Então, vinha adotando estratégias que, na minha cabeça, faziam sentido, tais como:
1) estudar, pelo menos um pouco, todos os dias. Nos sábados, domingos e feriados tentar manter algum tipo de contato com os estudos.
2) adotar livros-base para as disciplinas: Teoria Geral do Estado, Teoria Geral do Processo, Direito Civil 1, Direito Penal 1, Direito Processual Civil 1. Estou justamente na fase de escolher a bibliografia. É uma fase muito importante porque é por meio deles que vou extrair as primeiras noções e a base para o restante do curso. Eu gosto demais desse momento de folhear os livros, fazer breves leituras e identificar aquelas que mais me agradam. Mas estou com certa urgência.
3) Fazer resumos desses livros-base para não ter que voltar a lê-los, para facilitar na hora de estudar e até fazer o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) e, por que não, para me preparar para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), assunto que até então não vinha me preocupando.
Hoje eu senti que, apesar de eu ter tempo livre de 15h às 17h30, o estudo simplesmente não rendeu. Eu estava viajando na maionese no livro do Rogério Greco (Curso de Direito Penal, parte geral), pensando nos meus problemas, pensando nas possíveis carreiras jurídicas que eu gostaria de seguir, em como os candidatos são exigidos em seus conhecimentos... E eu tive que reler várias vezes a mesma coisa. Também pensei que, apesar de Greco ser mais direto, eu gostei mesmo foi do livro do Cezar Roberto Bitencourt (Tratado de Direito Penal - parte geral).
Nossa... fiquei estressadíssima com essa pouca qualidade dos meus estudos porque eu, a todo momento, me cobro quanto a isso e fico na contagem regressiva da minha licença. Realmente, eu não posso perder de vista que tenho que aproveitar ao máximo possível essa oportunidade de parar de trabalhar para me voltar aos estudos e ter uma vida mais equilibrada, inclusive e principalmente no que se refere à maternidade, mas eu não posso me desesperar nessa corrida contra o tempo. E eu vou precisar trabalhar muito esse lado emocional em mim, que sempre foi meu ponto fraco.
Depois dessa tarde improdutiva, eu não aceitei que os meus estudos ainda não tivessem engrenado na terceira semana de aulas (matei a primeira). Depois que coloquei minha filha para dormir, fui atrás de informações sobre quais livros comprar. Afinal, eu estava perdida, mais do que cega em tiroteio, como costumo repetir.
Foi então que encontrei um blog maravilhoso que muito me ajudou com dicas e conselhos: o Diário de um estudante de Direito. O autor fez com que eu me sentisse bastante reconfortada ao escrever sobre aqueles dilemas, dúvidas e ansiedades de um estudante que acabou de ingressar na faculdade. É claro que, sendo minha segunda graduação, eu já tenho uma visão diferente do curso. Mas ele conseguiu clarear algumas coisas que antes se encontravam nebulosas em mim, especialmente a questão de conciliar os estudos para faculdade com os estudos para concurso.
E, olha, vou seguir o conselho dele: focar na faculdade nos primeiros quatro semestres, quando estamos construindo a base teórica que servirá para todo o edifício jurídico construído ao longo da vida. Com um alicerce bem fundamentado, o edifício será mais sólido.
Além disso, ele reforçou a importância de estudar pelos livros de doutrina e de não ficar apenas nas anotações de sala de aula, que garantam no máximo um 10 na prova, mas que não mede a competência de alguém. Reiterou a importância dos resumos e disse que faz largo uso de vídeos oferecidos gratuitamente na internet como maneira de reforçar o conteúdo visto em sala.
O autor, com bom-humor, sempre pontua o quão vale à pena nos dedicarmos aos estudos e sobre a importância de fazer esse trabalho dia após dia, como uma formiguinha. Ir galgando posições e alcançando metas, aos poucos. Também fala sobre ter flexibilidade nos estudos. Não estudar demais nem de menos. Ler bastante, inclusive informativos de jurisprudência dos Tribunais Superiores, aproveitar disponibilidade de tempo para estudar, privilegiar qualidade à quantidade. Ter equilíbrio na vida. Não deixar de ter vida social ou vida própria, mas fazer algum sacrifício em nome dos estudos, quando necessário. E enfatiza: AJA que a recompensa virá.
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